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TELECOMUNICAÇÃO V
Atenção ao comprar celular fora do Estado

Padrão diferente significa celular diferente. Atenção, então: se você mora no Recife e quer trazer aquele aparelho moderníssimo que viu em São Paulo, cuidado. Atente primeiro sobre se o equipamento possui versão TDMA e se, portanto, funcionará em Pernambuco. Caso contrário, só estará gastando dinheiro à toa.

Mas os inconvenientes de não haver um padrão único não se limitam apenas a este cuidado na hora da compra. Poucas pessoas sabem e até notam, mas, dependendo de para onde o usuário viaje dentro do País, poderá estar utilizando o modo analógico. Isto porque os padrões digitais [TEXTO]– TDMA e CDMA (e até o GSM) – são incompatíveis entre si, mas todos interagem com o AMPS.

O mercado reconhece essa saída e é por isso que os aparelhos digitais existentes no país são do modo dual – tanto trabalham na rede analógica quanto na digital. O problema? No analógico, o consumo da bateria é maior e o uso de mensagens curtas (tipo pager) fica impedido.

Um exemplo é o caso de quem é assinante da TIM. A operadora, remanescente da então estatal Telpe, fez acordos de roaming com as outras empresas banda A do País. Então, ao chegar em São Paulo ou no Rio de Janeiro, por exemplo, o assinante da telefônica dono de um digital irá automaticamente para o sistema analógico porque, em ambas as capitais, a banda A trabalha sobre CDMA. Mas há uma maneira de continuar usando o serviço digital: o usuário programa o celular para trabalhar no sistema não-local (nesse caso, irá operar na banda B, que está também atuando no TDMA). (B.M)

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Jornal do Commercio
Recife - 15.12.99
Quarta-feira