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PERSONAGENS POLÍTICOS II Provocações em ritmo de campanha por CIRO CARLOS ROCHA É simples entender a preocupação da aliança PMDB/PFL com o temperamento do prefeito Roberto Magalhães, quando está em discussão a campanha eleitoral de 2000. É só pedir a alguém medianamente informado para responder, entre as seguintes opções, qual delas certamente será `mote' de campanha das oposições: A- Investimentos em áreas carentes; B- Orçamento Participativo; C- A briga do prefeito com uma líder comunitária; e D- A ameaça do prefeito a um jornalista. Campanha política, em qualquer lugar, é feita com muita provocação. Daí, ser fácil prever quais dos itens acima seriam os mais votados. Por conta de suas atitudes, Magalhães foi chamado, recentemente, de `cangaceiro' por político da oposição. Pura provocação eleitoral. Quem não está na aliança PMDB/PFL e usa esta estratégia não faz nada mais do que o `tradicional' jogo político. E esse tipo de `torpedo', certamente, estará no guia eleitoral e nos palanques. O prefeito Roberto Magalhães é reconhecido nacionalmente como um político sério, mas ninguém pode esquecer que o seu temperamento, muitas vezes, não é lá bem apropriado para quem tem de correr atrás do voto. Essa antipatia, digamos, havia sido afastada no início da sua gestão na PCR. Mas, como não se tem bola de cristal, ninguém poderia prever os acontecimentos, como se faz agora, facilmente, sobre os assuntos que deverão ser levados à campanha. Daí a preocupação que, embora todos neguem, já é notada nos bastidores da aliança PMDB/PFL. |
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