LG_jc.gif (3670 bytes)

IDIOMA
Um novo destino para estudantes brasileiros

por KÁTIA LUSTOSA MACKENZIE
Especial para o JC

Nova Zelândia, também conhecida como o "Paraíso do Pacífico" pela sua beleza natural estonteante e tranqüilidade, está se tornando a grande atração para jovens estudantes brasileiros.

Muitas empresas de turismo educacional no Brasil, estão sentindo a necessidade de diversificar um pouco mais as suas opções de ofertas de intercâmbio cultural, cursos de inglês e cursos universitários. Não somente porque o principal pólo, que talvez ainda seja os Estados Unidos, esteja ficando um pouco saturado após tantas décadas de quase total monopólio, mas também por ser a Nova Zelândia um país que oferece, entre outras coisas, bastante segurança.

Também o fato de que nessa procura por mais opções os agentes de viagens descobriram que países como a Nova Zelândia e Austrália, que são países jovens, ricos e desenvolvidos, têm realmente muito o que oferecer ao jovem brasileiro que gostaria de ter uma experiência num pais que oferece uma vida saudável, vários esportes, clima ameno, ar puro e muita beleza natural.

Por tudo isso, e também pelo seu povo simpático e hospitaleiro, a Nova Zelândia é realmente um lugar perfeito para estudar. Seu alto padrão de ensino é mundialmente apreciado, o que atrai mais de 30 mil estudantes internacionais anualmente. As escolas de ensino médio oferecem, além de uma formação de alta qualidade, um ambiente agradável com muito espaço e muita área verde. Há uma variedade enorme de matérias no currículo escolar como inúmeros esportes, aulas de música, drama, dança, computação (incluindo acesso a Internet), fotografia, costura, carpintaria, eletrônica e muito mais.

As escolas de língua inglesa para estrangeiros são muitas, variando de pequenas escolas particulares até renomadas universidades e escolas politécnicas. Aliás essas duas últimas geralmente oferecem as melhores opções. Isso porque elas são subsidiadas pelo governo e têm mais recursos, podendo assim atrair os melhores profissionais e oferecer mais aos seus alunos pelo mesmo preço ou até menos que as escolas independentes.

A hospedagem estudantil mais popular é em casa de família, geralmente com uma família que tem filho(s) de idade próxima a do estudante estrangeiro. Há, contudo, ainda muitos tradicionais colégios internos e é surpreendente perceber que alguns estudantes brasileiros preferem essa modalidade de acomodação apesar das regras rígidas e da obrigatória missa ou "service" aos domingos.

Aqueles que pretendem estudar por menos de três meses não precisam obter visto. Nesse caso o estudante seria considerado turista e o governo da Nova Zelândia aboliu a exigência do visto de turista para brasileiros. O visto de estudante é obrigatório quando o curso escolhido tiver duração de três meses ou mais. O mesmo pode ser adquirido através do Consulado Geral da Nova Zelândia em São Paulo ou pode-se deixar para providenciá-lo naquele país.

Em se tratando de custo, as escolas de ensino médio bem como acomodação em casa de família são um pouco mais caras do que as oferecidas pelos programas de intercâmbio dos EUA. Isso porque tanto as escolas quanto as famílias são pagas e não voluntárias, permitindo que os organizadores possam ser mais seletivos em relação às escolas, famílias e localização das mesmas. Em contrapartida, o custo de vida, de uma maneira geral, é muito mais acessível se compararmos com muitos países da Europa e com os Estados Unidos.

Há vários vôos semanais fazendo o trecho Buenos Aires/Auckland com duração aproximada de 12 horas. As opções são Aerolíneas Argentinas e também a Qantas, excelente companhia aérea australiana que iniciou esse trajeto recentemente. Estudar na Nova Zelândia, de fato, parece ser uma opção interessante, fazendo-nos acreditar que a Oceania não é tão longe quanto imaginávamos.

* Kátia Lustosa MacKenzie é recifense e professora de português para estrangeiros na Universidade de Auckland, Nova Zelândia

_________________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 16.12.99
Quinta-feira