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VIOLÊNCIA VI A esperança de Eliane é ver assassino atrás das grades A funcionária pública Eliane Costa de Souza garante: "Perdi tudo na vida, só quero Justiça e não sei o que farei se ele não for condenado". "Ele" é o soldado da Polícia Militar Juscelino Rosa dos Santos, atualmente no BPTran, acusado de ser o assassino de seu filho S.K.C.S., 17 anos, morto com um tiro em 23 de outubro de 95. "Ele matou meu filho pelas costas, atirou na nuca. Estava bêbado e tenho testemunhas", ameaça Eliane. O rapaz foi morto em um bar em Peixinhos, ao lado de amigos e amigas. "Ele (ela nega-se a dizer o nome do soldado) entrou atirando bêbado, sem ver em quem", conta. Agora, ela vive apenas para acompanhar o julgamento do policial, marcado para 25 de agosto, no Fórum de Olinda. Mas há três anos e oito meses não sabe o que é ter uma vida normal. Depois do assassinato ficou um ano em tratamento psiquiátrico e, ainda hoje, equilibra-se com calmantes e sessões de terapia para poder trabalhar. Do filho, guarda roupas, retratos e o pouco que ele acumulou estudando no Colégio Americano Batista e com os padres salesianos. "Era parecido com o jogador Roberto Carlos, mas muito mais bonito", gaba-se, orgulhosa. "Não bebia nem fumava, gostava de natação e artes marciais". A angústia da perda é tão grande que já perseguiu um jovem na rua pensando que fosse o filho. "Tive de explicar para a mãe que ele era muito parecido com o meu. Pedi um abraço e mil desculpas", lembra. Outra vez, arrependeu-se e teve até medo de ser presa por ter destratado um soldado do BPTran simplesmente porque ele queria ajudá-la a atravessar uma rua. "Ninguém consegue entender essa dor. Ninguém", queixa-se. E reconhece que deixou de lado o marido, o outro filho apenas nove meses mais novo que o primeiro, a casa, a família. "Me sinto tão só", sentencia. |
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