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SAÚDE II SVO deu o alerta sobre as mortes súbitas no estado A primeira pessoa a perceber que algo diferente poderia estar acontecendo em Pernambuco foi a patologista Lenieè Campos Maia, do Serviço de Verificação de Óbito do estado. No mês de março, ela estranhou o caso de um paciente que morreu em pouco tempo sem causa definida. Casos semelhantes foram se seguindo, com pelo menos duas características em comum: morte rápida e sangramento nos pulmões. A partir do quarto caso, a Vigilância Epidemiológica do Estado foi acionada pelo SVO. Até sexta-feira, a Secretaria Estadual de Saúde, com apoio dos municípios e do Centro Nacional de Epidemiologia (Cenepi), investigava um total de 11 mortes de motivo desconhecido. Para cinco delas já existem prováveis causas. Nos seis restantes trabalha-se com várias hipóteses: formas atípicas de dengue hemorrágica (transmitida pela picada do mosquito Aedes aegypti), leptospirose (causada por bactéria presente na urina do rato) e, com menos chances, hantavirose - uma doença emergente, transmitida por roedores. A Vigilância formou uma comissão de médicos especialistas e está iniciando um rastreamento em hospitais. Não foi a primeira vez que o serviço de patologia deu sinal de alerta. Nos últimos cinco anos também ajudou a chamar a atenção para o aumento dos casos de tuberculose. "O Serviço de Verificação de Óbito (SVO) é uma importante entidade de vigilância epidemiológica", lembra Lenieè Campos Maia. Com vinte anos dedicados à patologia, parte dos quais também como professora do assunto na Universidade Federal de Pernambuco, Lenieè se diz bastante satisfeita com a profissão. "A anatomia patológica é fascinante", constata. Segundo ela, a resistência que algumas pessoas têm em seguir carreira na área pode ter raízes no preconceito em relação à morte. "A morte é apenas um acontecimento fisiológico natural, não há nenhum mistério". Lenieè Campos Maia lembra que, no momento atual, em que o mundo se depara com doenças emergentes e reintrodução de antigas enfermidades, o SVO é fundamental. "É a partir do perfil de mortalidade da população que se planeja o controle e a prevenção de doenças". |
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