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ANIVERSÁRIO XVII Combate à praga chegou ao bananal
No primeiro dia de circulação da página de "Ciência/Tecnologia", em 22 de junho de 1989, o Jornal do Commercio deu destaque a um método de controle biológico do moleque-da-bananeira, desenvolvido pela Empresa Pernambucana de Pesquisa Agropecuária (IPA). Ao longo desses dez anos, a tecnologia evoluiu e hoje a equipe está apta a desenvolver o bioinseticida, que combate a principal praga da bananeira, na forma líquida. "O bioinseticida já está sendo produzido na forma sólida para o agricultor dissolver em água", informa o engenheiro agrônomo Gilson Melo, um dos técnicos envolvidos no projeto. "Agora queremos fazer a suspensão e comercializá-la". O objetivo é facilitar a manipulação, permitindo que o consumidor adquire o bioinseticida pronto para a aplicação com pulverizador. A apresentação do bioinseticida contra moleque-da-bananeira não é o único avanço da pesquisa nos últimos dez anos. A preparação das iscas também foi aperfeiçoada. No lugar de cortar pedaços do tronco da bananeira sadia para aplicar o produto, os técnicos recomendam a utilização do chamado lixo do bananal. Restos de tronco e folhas de bananeira são colocados entre uma carreira e outra da plantação. O material, que serve de alimento e local de reprodução para a besouro, é pulverizado com o bioinseticida. Gilson Melo lembra que o lixo do bananal, que antes era jogado fora, também serve como adubo orgânico, reduzindo o uso de fertilizantes inorgânicos na plantação. "A colocação das folhas aumenta a quantidade de potássio no solo e o protege contra a evaporação". De acordo com o pesquisador, que hoje desenvolve doutorado sobre praga de coqueiros na Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), a tecnologia de controle biológico do moleque-da-bananeira desenvolvida no estado está sendo usada no pólo irrigado de Petrolina e em Cuba. Para Gilson Melo, a produção em escala industrial do bioinseticida contra o moleque-da-bananeira poderia ser uma fonte de recursos para o IPA. O pesquisador estima que o custo por litro seria de R$ 20,00 no primeiro ano de produção, passando para, no máximo, R$ 1,50 após três anos. De acordo com o pesquisador, o IPA precisaria, para isso, implantar um laboratório de produção de controladores biológicos. "Melo afirma que o bioinseticida é eficiente no controle do moleque-da-bananeira em qualquer variedade da planta, especialmente a banana comprida e a maçã. Ele destaca ainda a importância ecológica do uso do inseticida biológico. "Os inseticidas químicos empregados no combate ao moleque-da-bananeira são à base de organoclorados, que demoram até 20 anos para se degradar no meio ambiente". |
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