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REFORMA II Pesquisadores monitoram área dos arrecifes Suape está servindo de laboratório para uma equipe formada por professores de Zoologia e Geologia da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), que estão realizando um monitoramento dos ambiente recifais. "A ação é importante para fornecer subsídios para que o Porto trabalhe de uma forma mais correta com o meio ambiente", disse o professor Paulo Santos, de Zoologia. O levantamento estuda o impacto da construção do porto na fauna e flora dos recifes naturais, observando o crescimento desses seres. A coleta do material é feita mensalmente desde agosto do ano passado, quando foi iniciada a consultoria, que custou R$ 80 mil para o porto. A expectativa da equipe é de continuar fazendo esse monitoramento por um ano. "O ideal é que se acompanhe permanentemente", diz Santos. O monitoramento do meio ambiente em Suape também é defendido pelo professor do Departamento de Oceanografia Sílvio Macedo. Ele coordenou, com a professora Sigrid Neumman Leitão, uma equipe de 21 especialistas que fez um levantamento dos dados ambientais na área de abrangência do Complexo Industrial e Portuário no ano passado. Muitos desses dados serão usados para a elaboração do Eia-Rima (Estudo de Impacto Ambiental junto com um relatório) que está sendo feito em Suape. O mais importante do monitoramento, segundo Macedo, são as recomendações de como não impactar a natureza, incluindo as futuras ampliações que irão ocorrer no local. Atualmente, está sendo construído um cais de 935 metros do porto interno, mas a previsão é de que sejam inaugurados mais dois cais, cada um de 335 metros, até o final de 99. "Adotar as recomendações dos estudos é importante, mas isso começou a ser feito há cerca de cinco anos", falou Macedo, que também participou de Programa Ecológico e Cultural do Complexo Industrial e Portuário de Suape. Esse programa teve a participação de professores de vários departamento da UFPE, em 1978, antes da construção do porto, mas nenhuma das recomendações foi cumprida, segundo Macedo. |
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