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MAIORES E MENORES
Exame destaca empresas pernambucanas

O Bompreço S.A. Supermercados do Nordeste foi considerado a melhor empresa pernambucana por vendas, de acordo com o ranking Maiores e Melhores da revista Exame. A revista, que estará nas bancas a partir de amanhã, traz um levantamento das 500 maiores empresas brasileiras em 1998. Juntas, elas tiveram um faturamento de US$ 309,2 milhões. Um resultado que é 10,5% maior ao de 1997. As empresas são analisadas de acordo com seis categorias (veja tabelas na página ao lado): receita operacional bruta, rentabilidade, crescimento, liquidez corrente, investimento no imobilizado e valor adicionado por empregado.

O Bompreço - a terceira maior rede de hipermercados e supermercados do Brasil - teve um crescimento de 40,9% em vendas brutas consolidadas em 1998. As vendas anuais da subsidiária Bompreço Bahia tiveram um incremento de 19,3% entre 1997 e 1998. O desempenho das vendas do Bompreço foi maior que a média do setor de supermercados, divulgada pela Associação Brasileira de Supermercados (Abras), que ficou em 6% em 98.

Três empresas estatais estão entre as melhores do Estado, segundo a Exame. Na categoria crescimento, o melhor resultado foi o do Complexo Industrial e Portuário de Suape, que está vinculada a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. As vendas efetuadas por Suape cresceram 16,7% em 1998, em relação ao ano anterior, já descontada a inflação.

O presidente do Complexo, Sérgio Kano, explica que a crise cambial provocou uma queda no movimento mensal de conteiners, porém o faturamento já é 10% maior que o registrado em 98. A justificativa para o crescimento é o movimento de granéis líquidos, que responde por 80% do faturamento e que está tendo um movimento recorde.

A Copergás, empresa estatal de distribuição de gás natural, foi considerada a maior em termos de rentabilidade. "Pela primeira vez, estaremos reinvestindo o lucro gerado pela Copergás", destaca o presidente da empresa, Romero Andrade. A companhia lucrou R$ 3 milhões em 98.

A Chesf foi a empresa com melhor desempenho no critério "valor agregado por empregado", que avalia a riqueza gerada por cada funcionário. Ou seja, quanto a empresa contribuiu para o PIB, gerando condições para melhorias sociais a partir de negócios bem administrados. A empresa teve no ano passado um lucro líquido de R$ 12 milhões.

A Fiori, considerada a melhor revenda Fiat do Brasil pela própria montadora, foi a empresa que obteve o melhor resultado no quesito investimento no imobilizado. Este critério representa modernização tecnológica, capacidade de geração de empregos. A concessionária fatura R$ 11 milhões por mês. "Devido à crise cambial, esperamos manter o mesmo nível de negócios de 98, quando foram comercializados 8 mil automóveis", revela o diretor da Fiori, José Henrique Figueiredo.

A empresa com maior liquidez, segundo a Exame, é a Indústrias Reunidas Raymundo da Fonte. O resultado não surpreendeu o diretor comercial Romero da Fonte, que explica que a empresa não costuma captar dinheiro no mercado. "Não temos um nível de endividamento muito alto. Investimos nosso próprio capital", revela. Raymundo da Fonte é dona das marcas Brilux e Minhoto.

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Jornal do Commercio
Recife - 20.06.99
Domingo