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PERNAMBUCO FORTE IV Atividade é boa alternativa para a Zona da Mata A avicultura se consolida na Zona da Mata com maior produtividade e melhor retorno do investimento do que a atividade mais tradicional da região, a agroindústria canavieira. Diante dos resultados, muitos fazendeiros estão se rendendo. Exemplos não faltam. Dono do Engenho Belo Horizonte, de 60 hectares, na cidade de Buenos Aires (Mata Norte), José Antônio de Melo, de 62 anos, só tem acumulado prejuízos nos últimos anos com a seca e as dificuldades para se obter crédito, devido à alta dos juros. No ano passado, José Antônio decidiu arrendar 50 hectares do engenho para a Usina Laranjeiras. Com a seca e as bases do contrato, que só garante um percentual sobre a cana colhida, ele recebeu R$ 2 mil. Um dos seus cinco filhos, Sérgio Luiz de Melo, de 28 anos, que já tinha investido na montagem de uma granja no engenho, através do sistema de integração, conseguiu uma média de R$ 2,5 mil a cada ciclo produtivo de 48 dias, com mais quatro dias de intervalos para preparação dos galpões. Como no ano ocorreram sete produções, o faturamento do negócio chegou a R$ 17,5 mil, quase nove vezes superior ao retorno que seu pai obteve. "Não dá para continuar insistindo na cana. Fico feliz por meu filho e espero também montar uma granja", afirma. Os três galpões da granja ocupam menos de um hectare da propriedade e geram dois empregos diretos. "Aqui é bem melhor do que na cana porque não sofremos tanto. Espero ter condições de crescer para um dia ter minha granja", afirma o ex-canavieiro Arnaldo José dos Santos, de 20 anos, que trabalha na granja. Com a integração, o granjeiro recebe os pintos, a ração e a assistência técnica. CORTANDO - De cortador de cana a cortador de carne de frango. Esta foi a trajetória do ex- canavieiro Eronildo Alves Sales, de 30 anos, natural de Tracunhaém. Com 14 anos, ele começou a trabalhar na roça de cana. Cansou e seis anos depois foi tentar a vida como marceneiro no Recife. Não passou muito tempo e voltou a Nazaré da Mata em 97, onde conseguiu uma vaga no frigorífico da Mauricéa Alimentos. O salário não é tão diferente do da época da cana, mas o ambiente de trabalho é outro e com perspectivas de crescimento. "Eu almoço na hora certa e ainda dá para fazer uns bicos de marcenaria à noite e nos finais de semana", confirma. Com as horas-extras o rendimento de Eronildo é de R$ 175,00, em média. |
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