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Trabalho de qualidade A página de Ciência/Meio Ambiente deste Jornal do Commercio completa hoje dez anos. É para nós uma grande satisfação a receptividade de que goza desde o seu pioneiro lançamento. Aceitação que mostra a importância que o nordestino começa a dar à preservação da natureza, do equilíbrio ecológico, e a qualidade que precuramos dar ao trabalho que realizamos. Estamos, assim, certos de que levamos à prática o papel que cabe à imprensa, ao levantar temas da maior importância para o ser humano, como são indubitavelmente aqueles relacionados com a proteção ambiental. As notícias do que está acontecendo no mundo as pessoas recebem quase imediatamente, às vezes simultaneamente ao ocorrido, através da rádio e da TV. O papel mais específico do jornal é o de levar ao leitor o que está por trás e mais além da notícia, o comentário crítico, opiniões de vários pontos de vista, a interpretação dos fatos do dia-a-dia. Na recente Semana do Meio Ambiente, durante o Congresso Nordestino de Ecologia, que, com nosso apoio, marcou o início das comemorações pelo aniversário do caderno, o trabalho feito pelo JC na cobertura de assuntos científicos, tecnológicos e ambientais foi muito elogiado pelos partipantes, reunidos no Mar Hotel. Para o professor Ricardo Braga (UFPE), ex-presidente da CPRH, a "equipe de Ciência/Meio Ambiente tem como carcterísticas marcantes a seriedade e a modéstia, que conquistaram a confiança de pesquisadores. É difícil encontrar quem não dê entrevista sem receio e isso não ocorria há dez anos". O advogado ambientalista Ivon Pires Filho destacou o apoio deste jornal às promoções da Sociedade Nordestina de Ecologia (SNE). A jornalista Fabiane Cavalcanti, coordenadora da página, diz que seu lançamento coincidiu com uma explosão do jornalismo científico no Brasil. Depois, muitos jornais perderam o pico e fecharam editorias similares. Este jornal manteve aberto o espaço para temas cuja cobertura julgamos essencial e, lembra ela, "como resultado do trabalho de qualidade, conquistou o Prêmio José Reis de Divulgação Científica, concedido pelo CNPq, em 1997". Ainda naquele congresso, Luiz Helvécio, vereador do Recife pelo PSDB, afirmou que a qualidade editorial do Jornal do Commercio não se esgota na página de Ciência/Meio Ambiente, estendendo-se às demais editorias. Outro destaque do trabalho do jornal foi expresso pelo geógrafo Bartolomeu Nascimento. Ele lembrou a repercussão de reportagem do JC sobre a poluição do rio Tapacurá, denunciada por ele. Informou que o Governo do Estado já iniciou a retirada do lixo do rio e pretende fazer um trabalho de conscientização antipoluição nas comunidades que vivem às margens do mesmo. Temos abordado freqüentemente aqui temas relativos a ciência, tecnologia e meio ambiente, por estarmos certos de que são básicos para o nosso desenvolvimento e vida civilizada. Apesar de muitas deficiências ainda, Pernambuco é pioneiro na produção científica e tecnológica e na defesa da natureza. Por isso, recebemos com tristeza e revolta recentes declarações do ministro da Ciência e Tecnologia, Luiz Carlos Bresser Pereira, para quem investir em ciência no Nordeste é "jogar dinheiro fora", pois nossos cientistas e pesquisadores seriam "incompetentes". Não é uma linguagem compatível com a dignidade de ministro, que, além do mais, é professor e preside o CNPq. Destacamos, durante as celebrações do Meio Ambiente, entre outras boas notícias, a criação, pelo prefeito Roberto Magalhães, da Brigada Ambiental, que vai fiscalizar as unidades de preservação ambiental da nossa Capital e também ensinar a população a viver em harmonia com o meio ambiente. E, ainda, a criação do Refúgio Ecológico Caiman, na sub-região do Pantanal, no Mato Grosso do Sul, iniciativa privada do empresário Roberto Klabin. Vamos em frente com a página de Ciência/Meio Ambiente e nosso compromisso de fazer um jornal de qualidade, e que não deixa passar em branco agressões contra o Nordeste. |
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