ATAQUE
Leo Rachid é só
alegria com os gols decisivosNo início, a torcida do Náutico ficou meio
desconfiada. Em dois jogos, dois gols contra. Mas com o
passar do Campeonato Pernambucano, o zagueiro Leo Rachid
mudou essa situação. Hoje, o torcedor alvirrubro não
imagina o time sem ele. E motivos não faltam. Afinal,
esse carioca descendente de libaneses já assinalou seis
gols na competição e um no amistoso diante do Centro
Limoeirense.
Para compensar os gols contra, fez um
decisivo na vitória, de virada, sobre o Santa Cruz há
dez dias. Segunda-feira, novamente, voltou a decidir uma
partida, ao marcar o gol no Vitória, quando o Náutico
venceu por 1x0.
"Encaro com normalidade o processo
de adaptação. Eu cheguei para o Náutico como um
desconhecido, como a maioria dos jogadores. Conhecemo-nos
no dia-a-dia, nos treinos e nos jogos. Se estou fazendo
gols é porque o time finalmente encontrou o
entrosamento. Tudo isso é fruto de um trabalho e de
muito treinamento", comentou.
No início da carreira no Bonsucesso/RJ
em 1990, ainda no infantil e juvenil chegou a jogar de
volante. "Fiz muitos gols nessa época",
recorda Leo. Mas em 1991 foi transferido para o
Cruzeiro/MG. A carreira começou a mudar. Conquistou um
título mineiro, mas o técnico Antônio Lopes decidiu
colocá-lo de zagueiro devido à sua altura - 1,86 -.
"Adaptei-me muito bem. E estou até hoje atuando na
defesa".
Logo que chegou ao Náutico, foi
efetivado no time, mas por um problema de contusão,
acabou perdendo o lugar, fato que não o deixou abatido.
"Sempre tive certeza de que quando surgisse outra
chance, voltaria a ser titular. Apareceu a oportunidade e
eu reconquistei a posição. Isso é normal no
futebol", comenta o zagueiro, bastante confiante na
força do Náutico. "A equipe está evoluindo, os
resultados começaram a aparecer e isso nos dá muita
confiança."
ISRAEL - Após um bom período
no Cruzeiro, Leo Rachid Buharob, 23 anos (28/12/75), foi
defender o Apolo Telaviv de Israel. Enfrentou a
deconfiança dos israelenses por ser descendente de
libaneses, mas bastaram alguns meses para ser aceito pelo
grupo. "No Apolo joguei de líbero. Gostei muito e
marquei cinco gols. Fomos campeões da Copa Intertoto e
nos classificamos para a Uefa. Na primeira rodada
terminamos eliminados pelo Pirkos da Grécia. Mesmo
assim, foi uma boa experiência, pois fiquei dois anos
por lá (96/97)".
Para o clássico de logo mais, Leo
Rachid não promete gol, mas diz que não custa tentar. A
sua preocupação é com o atacante Leonardo, considerado
por ele o mais perigoso. "Ele é muito tinhoso. Às
vezes deixa a impressão de que aceita a marcação. Mas
se o zagueiro não tiver atenção pode ficar para trás.
Leonardo é muito rápido e improvisa muito as jogadas.
Por isso, devemos jogar com inteligência, com cuidado,
mas com força ofensiva", aconselha.
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