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PROJETO
Do seu micro, o internauta agora "caça" ETs

por HUGO PORDEUS
hugo@jc.com.br

Que tal ajudar a procurar sinais extraterrestres enquanto trabalha no computador? Essa experiência pode ser vivida ao lado de um grupo de universidades dos Estados Unidos. O grupo criou o programa Seti@Home, que analisa dados captados pelo maior radiotelescópio do mundo, localizado em Porto Rico.

Micreiros de qualquer parte do planeta podem participar do experimento e 50 mil pessoas já estão conectadas no projeto.

Os cientistas do Seti (The Search for Extraterrestrial Intelligence) desenvolveram uma aplicação que divide as informações obtidas pelo telescópio em pacotes de dados de 250KB, que são distribuídos para os milhares de micros dos usuários inscritos.

COMBINAÇÕES - O telescópio procura sinais fortes em quatro milhões de combinações diferentes de freqüências e larguras de banda. Depois de gravados em fitas de alta densidade ainda em Porto Rico, os dados são transferidos para um servidor na Universidade de Berkeley, na Califórnia. De lá, as informações são passadas para os terminais dos participantes.

A pesquisa do Seti realiza uma procura em sinais de rádio de baixa freqüência, ao contrário de projetos semelhantes que se concentram em millhões de freqüências simultaneamente, mas alcançam um número muito limitado de larguras de banda porque operam em tempo real.

O Seti@Home guarda os dados em servidor e analisa - através dos PCs - uma pequena parte de freqüências, porém se detém em detalhes não contemplados pelas buscas em tempo real.

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Jornal do Commercio
Recife - 16.06.99
Quarta-feira