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INTERNET Time reforçado para a Rede Recife ATM por HUGO
PORDEUS A Rede Recife ATM está recebendo a adesão de três novos integrantes. Chesf, Fisepe e UPE se juntam ao consórcio local da Rede Metropolitana de Alta Velocidade (Remav), que faz parte da segunda fase da Internet brasileira desenvolvida pela Rede Nacional de Pesquisa (RNP). O novo backbone vai interligar instituições de ensino, pesquisa e saúde de todo o Brasil a uma velocidade de 155Mbps, ou seja, 75 vezes mais rápido do que o padrão de conexão atual. Ainda estão previstas parcerias com UFRPE, Fundaj e Espaço Ciência. Segundo o coordenador da Rede Recife ATM, professor Carlos Ferraz, do Departamento de Informática da UFPE, no final do próximo mês os seis participantes iniciais (Telemar, UFPE, Emprel, Unicap, Itep, Hospital Português e Softex) já devem estar interligados, começando uma etapa de simulação de aplicações em geoprocessamento, telemedicina e ensino a distância. Há um mês, todo o consórcio recebeu os equipamentos que vão possibilitar a instalação da Rede. Cada ponto vai ter um switch ATM e outro Ethernet, além de um servidor Risc. As máquinas foram "doadas" pela IBM, através da lei 8.248 de incentivo fiscal. Fisepe e UPE vão receber apoio financeiro da Facepe para montar suas redes ATM. A Chesf já possui os equipamentos e terá somente que se conectar às outras instituições do consórcio através de fibra ótica. O Itep, que vai atuar ao lado da Telemar como ponto central da Rede de Alta Velocidade do Recife, foi o primeiro a receber o kit ATM, em julho passado. Até agora, os investimentos na formação da Rede Recife ATM somam R$ 633 mil, divididos entre CNPq e Facepe. A data prevista para início de sua operação em nível experimental era dezembro de 1998, um ano após o lançamento do edital das redes metropolitanas de alta velocidada pela RNP. Com 30 bolsistas trabalhando a todo vapor em sua implantação, o braço da Internet 2 brasileira no Recife faz parte de um projeto maior, o segundo backbone da RNP, que novamente toma a dianteira nos rumos da Rede nacional. Em maio, representantes dos 12 consórcios do país se reuniram em Curitiba para acompanhar o ritmo de cada rede metropolitana e planejar a estratégia para as fases seguintes. No evento, o governo federal, através do Ministério de Ciência e Tecnologia, declarou que a RNP2 é uma das prioridades no setor. FUTURO - De acordo como o coordenador da Rede Nacional de Pesquisa, José Luís Ribeiro Filho, é fundamental a participação de empresas privadas, como 3Com, IBM, Cisco Systems, Siemens, Copel, Engerede, Nortel, Embratel, Telemar e Petrobrás, que já confirmaram presença na instalação do backbone ATM. A injeção de capital destas companhias deve permitir a comunicação entre as 12 redes metropolitanas a 155Mbps no segundo semestre do ano 2000. Essa é a previsão para que a segunda fase da Internet esteja operando no Brasil e ligada ao centro americano da Internet 2. O Rio de Janeiro saiu na frente com um projeto paralelo ao da RNP, a Rede Rio 2. Um upgrade na rede do governo estadual utilizando switches ATM da 3Com está integrando, desde maio, 90 instituições de pesquisa a uma velocidade de 155Mbps. Apesar de ser um sistema independente ao backbone da RNP, ambas as redes devem estar interligadas em breve. Idealizada em outubro de 1996, a Internet 2 começou a operar em fase experimental em 1998 e congrega hoje cerca de 160 instituições acadêmicas e 50 empresas conectadas por backbones de alta velocidade capazes de transmitir dados a 622Mbps. Já estão prontas soluções que alcançam uma largura de banda de 2,4Gbps (Gigabits por segundo). O objetivo da UCAID (University Corporation for Advanced Internet Development) - organização que coordena a Internet 2 nos EUA e cuida de formar parcerias com os fabricantes para desenvolver novas tecnologias - é expandir as ligações em cabos de fibra ótica para os outros continentes, formando, até o final do ano 2000, a Internet 2 mundial. |
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