![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
Aleluia para os prefeitos Como já se abordou nesta coluna, aprovou-se com bastante folga na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara Federal uma emenda de autoria do deputado José Carlos Aleluia (PFL-BA) proibindo que os atuais prefeitos disputem a reeleição no exercício do mandato. A emenda dá nova redação ao parágrafo 5º do artigo 14 da Constituição, que por sua vez foi fruto de outra emenda de autoria de Mendonça Filho, atual vice-governador, que conferiu ao presidente da República, aos governadores e aos prefeitos o direito à reeleição sem necessidade de desincompatibilizarem-se. Segundo a justificativa de Aleluia, "todos acompanharam a evolução do pleito nos estados e puderam perceber o quanto a reeleição favorece o emprego indevido da máquina pública. No âmbito federal e estadual, a fiscalização da imprensa e da sociedade inibe, como inibiu, a ocorrência de fatos que configuram o uso do poder em proveito próprio pelos candidatos a novo mandato. Mas no município a situação é outra", afirma o parlamentar baiano, para quem a emenda de sua autoria "não afastará o uso do poder público em favor do prefeito-candidato mas previnirá a sociedade contra abusos que fatalmente ocorrerão caso ele permaneça no cargo enquanto disputar a reeleição". Tudo bem. Mas se FHC e os governadores eleitos em 94 disputaram a reeleição no exercício dos seus mandatos, soaria como discriminação impedir que os atuais prefeitos gozem também desta mesma prerrogativa. Campanha prematura Em campanha aberta e declarada para o Palácio do Planalto, Ciro Gomes ficaria muito satisfeito com Pernambuco se recebesse o apoio de Rosa Barros (Arcoverde), Fernando Bezerra Coelho (Petrolina), João Lyra (Caruaru) e Yves Ribeiro (Igarassu). Para ele, FHC "afundou numa estratégia imbecil de reformar o país tendo por interlocução a fina flor da picaretagem política nacional". A hora é essa? Duas fortes lideranças de Goiana, Edval Soares (PTB) e Déo Fenelon (PSDB), estão deixando de lado as divergências com vistas ao pleito municipal. Eles pretendem formar uma chapa única para tentar sepultar definitivamente os "Rabelo" e os "Gadelha" que controlam a prefeitura há décadas. O único problema até agora é saber quem encabeçará a chapa e quem aceitará a vaga de vice. Filho rejeitado Catarinense de nascimento, o ex-executivo da Tecanor, Antonio Speck (PSC), ligado a Roberto Magalhães, avançou bastante nos contatos para viabilizar pela 3ª vez sua candidatura a prefeito de Paulista. Entre os partidos que pretendem apoiá-lo esta tese é consensual: não se deve aceitar a companhia do ex-prefeito José Resende, que deixou a prefeitura com 90% de reprovação. Procurador insiste na tese da moralidade O procurador-geral Sílvio Pessoa não dá ainda por perdida a batalha de Jaboatão. Disse ao ministro Carlos Velozo (STF) que se o Judiciário não colaborar na "cruzada pela ética e a moralidade", o que oconteceu em Jaboatão viraria regra no país inteiro. Restam ainda alguns espaços para o tucanato Mesmo tendo perdido o DNER para o grupo político do governador, o senador Carlos Wilson ainda tem alguns cargos no governo; poucos mais tem: diretoria da Conab, diretoria no metrô e Delegacia Regional do Ministério da Agricultura. Briga de branco Bornhausen (PFL) está furioso porque as Comissões de Constituição e Justiça e Assuntos Econômicos do Senado autorizaram a rolagem dos títulos públicos de Pernambuco e deixaram de fora os de Santa Catarina (R$ 537 milhões). Ao lado de José Jorge (PFL-PE), que é seu amigo fraternal, desabafou: "O prefeito Pitta pôde rolar R$ 1, 5 bilhão. Mas esse mesmo direito está sendo negado aos catarinenses". Fora da pauta Por causa da briga de ACM com Temer (Câmara) e Carlos Velozo (STF), a reforma do Judiciário saiu da pauta. Segundo Inocêncio (PFL), a discussão "emocionalizou-se" e não há mais clima para prosperar, pelo menos antes do recesso. Desta forma, perde força a sugestão do relator da comissão especial, Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), de extinguir a Justiça do Trabalho. A frase da semana é do ministro Renan Calheiros ao empossar João Batista Campelo na Polícia Federal: "Emposso o Dr. Campelo, como ministro da Justiça. Muito obrigado a todos, está encerrada a solenidade". Foi o discurso de saudação a um subordinado, mais curto, de que se tem notícia na história pátria: 16 palavras. Anúncio do Governo da Bahia nos jornais do sul quando a Ford desistiu do Rio Grande: "GM e Ford, venham para a Bahia! Aqui a gente honra os compromissos e está sempre andando na frente". Coincidência ou não, três semanas depois deste anúncio o Governo de Pernambuco baixou um decreto "anulando" sua dívida mobiliária. Do ex-governador Miguel Arraes sobre as divergências internas no PSB: "Como diria o sociólogo Fernando Henrique Cardoso, estamos enfrentando uma pequena dissonância cognitiva" (gargalhada). Caso o PSDB o convoque de novo, o deputado João Braga se diz "motivadíssimo" para disputar pela 2ª vez a prefeitura do Recife. Até porque a tese da candidatura própria, diz ele, "é a única que une o partido". n Será amanhã e não quarta o protesto dos "pipeiros" na Emater. |
|