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PSB EM CRISE Socialistas adotam o estilo de ACM e brigam feio de olho nas eleições A troca de críticas e desaforos entre correligionários do PSB de Pernambuco, durante a semana passada, foi de dar inveja ao polêmico senador baiano Antonio Carlos Magalhães (PFL). O líder dos socialistas na Assembléia Legislativa, Pedro Eurico, começou a semana criticando o chará e ex-compaheiro de liderança na Assembléia, Pedro Eugênio (agora atuando entre os federais), e terminou trocando farpas com o presidente regional de seu partido, deputado federal Djalma Paes. O nível do "debate político" desceu quase ao subsolo. E pela movimentação de Pedro Eurico no sentido de criticar o comportamento de companheiros e traçar estratégicas políticas para os socialistas, já há quem diga que por trás de tudo isso estaria um antigo desejo seu: ser lançado como candidato a prefeito do Recife. Comenta-se que o tom de indignação em sua defesa teria sido "desproporcional" à ofensa. A indignação começou com a atitude de Pedro Eugênio, que participou de um almoço oferecido a Ciro Gomes - candidato derrotado do PPS à presidência da Repúbica - e ao senador Roberto Freire, na casa do prefeito de Caruaru, João Lyra Neto (PSB), em Piedade. O gesto de Eugênio, assim como sua proposta de autocrítica sobre erros cometidos pelo Governo Arraes e pelo PSB, foi interpretado por Eurico como uma traição. E, na mesma oportunidade em que criticou o companheiro, o líder socialista aproveitou para defender a tese de distensão do espectro de alianças do partido. Foi ai que o presidente Djalma Paes entrou em cena, na quinta-feira (17), desautorizando Eurico a propor, em nome do PSB, alianças com partidos como o PSDB, PPB e PTB. Segundo o presidente regional, a executiva nacional impediu os socialistas de se unirem a legendas de perfil conservador. Mas, ironizando uma antiga amizade pessoal entre Pedro Eurico e o deputado federal Sérgio Guerra (que no início deste mês trocou o PSB pelo PSDB), Paes disse que Eurico estava "com saudade" de Guerra. Foi o suficiente para o tempo fechar. Na mesma quinta-feira começou a circular a informação de que já se estaria difundindo entre os deputados, na Assembléia Legislativa, a idéia de que o próximo presidente do PSB de Pernambuco seja uma figura mais presente no Estado. Anteontem, Eurico respondeu a Djalma afirmando desconhecer a autoridade do presidente regional para desautorizá-lo a falar em nome do PSB; dizendo ter sido sempre um correligionário com visão crítica da administração Arraes, e terminou apelidando Djalma de "boi de presépio". Djalma recusou-se a ir além. Só resta saber se isso foi o ponto final. (R.L.) |
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