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SÃO JOÃO V
Depois do forró, um banho de cachoeira

Noites de forró e arrasta pé, dias de revigorantes banhos de cachoeiras. É essa a progamação que espera por quem escolher Bonito como destino para as festas juninas. Na praça principal da cidade, a programação vai até o dia 29 de junho. Há espaço para bandas de forró estilizado e também para grupos de cultura popular, como a Banda de Pífano do Mestre Furiba e grupos de bacamarteiros. Na zona rural, seis cachoeiras e uma dezena de bicas esperam os visitantes.

Situada entre a Zona da Mata e o Agreste Meridional, a cidade tem paisagem privilegiada. É cercada de Mata Atlântica, que se espalha pelas serras e montanhas. O roteiro é ideal para admiradores da natureza, atraídos por aventuras. Para se chegar às cachoeiras, a dica é procurar um guia na cidade. Nem sempre há placas indicando o caminho, que inclui estrada de barro e muitas ladeiras.

A distância do centro para a maioria das cachoeiras é de 20 quilômetros. A maior delas e também uma das mais bonitas é o Véu da Noiva. Há ainda a Barra Azul, Pedra Redonda, Corrente, Mágico e Humaitá; os banhos da Tomada e Pedra Ôca e as bicas Zé Domingos, Baixa Seca e Zé de Nana. Não tem erro: todas são garantia de banhos refrescantes em águas limpas - receita capaz de curar qualquer ressaca herdada da farra junina.

As cachoeiras já fazem valer a ida a Bonito. Mas a cidade tem mais o que mostrar. Foi dos japoneses a descoberta de que o clima do local casava com plantações de flores. Feita a descoberta, uma colônia de emigrantes da terra do sol nascente, bem como seus descendentes, se instalou na cidade. Bonito abriga hoje plantações de rosas e crisântemos, que encantam moradores e turistas. O clima também é ideal para as árvores frutíferas. Graviolas, laranjas, sapotis e tangerinas cultivadas na região atraíram indústrias de processamento de polpas de frutas para sucos.

Bonito tem hoje cerca de 38 mil habitantes. A cidade surgiu a partir do povoado de São José dos Bezerros. Por volta de 1738, os moradores do local descobriram, durante uma caçada, um rio de águas claras e muito limpas. Foi batizado de Rio Bonito. Em 1833, o município emancipou-se de Vitória de Santo Antão.

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Jornal do Commercio
Recife - 17.06.99
Quinta-feira