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SÃO JOÃO XIII Manifestações populares resgatam antigas tradições Uma tradição geralmente mantida nos bairros vai, pela primeira vez, invadir as ruas do Recife Antigo para homenagear São João e fazer a festa de seus devotos numa procissão profana. No dia 18, sai do bar Gambrinus, na Marquês de Olinda, o cortejo secular da Bandeira de São João. Este foi o último cortejo religioso em que se incluía a dança, já abolida pela Igreja Católica de suas cerimônias há séculos. Às 18 horas, tem início a procissão que carrega vários elementos de um cortejo cênico. A encenação, inclusive, fica a cargo do grupo de teatro Deveras. No meio do cortejo, segue uma bandeira com a imagem de João Batista segurando seu carnerinho. Logo atrás, vem um andor com a imagem do santo carregada por quatro moças em roupas coloridas. Encerrando o cortejo, um grupo de músicos, formado por sanfona, triângulo, zabumba e ganzá, cantam, dançam e trocam as umbigadas de coco de roda. ACORDA POVO - Na véspera do São João, acontece em Olinda o tradicionalíssimo Acorda Povo, tradição secular, criada pelos negros para homenagear Xangô, na festa do santo que com ele foi sincretizado. O andor da imagem de São João vai ser seguido por grupos dançando, cantando e tocando o mais puro côco de roda. Para puxar as loas, os coquistas Ana Lúcia, Mestre Dedo, Josilene e a já mais conhecida Aurinha do Coco e seu grupo Rala Coco. Depois de percorrer as ladeiras (com saída da Misericórdia, às 22h), a festa continua no Amaro Branco. |
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