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SAÚDE V Preços dos planos de saúde vão mesmo aumentar SÃO PAULO - Os preços dos planos de saúde deverão aumentar em decorrência das novas regulamentações estipuladas pelo Ministério da Saúde, segundo o economista Roberto Macedo, professor da Universidade de São Paulo e consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e do Banco Mundial. O custo dos planos de saúde subirá, uma vez que muitas empresas terão de oferecer um tipo de plano com um mínimo de serviços definido pelo Ministério da Saúde, por exemplo, transplantes de rim e atendimento psiquiátrico. "Por mais que as empresas do setor tentem absorver o custo será impossível não repassar para o consumidor", acredita Macedo. Para os consumidores de planos privados já associados a uma empresa o aumento nas mensalidades dependerá da proximidade entre o serviço oferecido atualmente e o que o Governo estipulou. Os planos coletivos, que são oferecidos pelo empregador, deverão sofrer aumentos menores do que os individuais, de acordo com Macedo. "Os individuais, geralmente, são usados por idosos e aposentados, que têm problemas de saúde freqüentes." Segundo Macedo, uma forma de as empresas que oferecem planos de saúde como benefício contornarem o aumento das mensalidades será repassar o reajuste para o empregado. "A empresa poderá optar pelo sistema de franquias ou cobrar uma parte do aumento do próprio funcionário", diz. As empresas de planos de saúde de maior porte terão uma facilidade maior de ajustar-se à nova lei. Já as de pequeno porte e as filantrópicas terão dificuldades para oferecer tudo o que a legislação pede. "Essas pequenas empresas estão em perigo de extinção e deverão fazer uma joint venture com as maiores para poder enquadrar-se na lei", diz o economista. JOVENS - Os jovens, que compõem a menor faixa etária dos planos, até 17 anos, também sofrerão aumentos. Macedo explica que a lei determina que o preço dos planos para a última faixa etária, de 70 anos ou mais de idade, não deve passar de seis vezes o valor dos planos da primeira faixa. "Portanto, as empresas que quiserem aumentar o preço dos planos dos idosos terão, primeiro, de aumentar o valor dos mais novos." Segundo Macedo, como a nova lei padronizou os serviços oferecidos pelo mercado, o consumidor estará restrito aos planos mais caros, sem opções fora dos planos mínimos. A única diferença entre os planos é a extensão de sua cobertura e os estabelecimentos que oferece. |
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