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EDUCAÇÃO Antiga ETFPE já começa curso superior este ano A partir do segundo semestre deste ano, com a transformação da Escola Técnica Federal de Pernambuco (ETFPE) em Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), os estudantes pernambucanos vão dispor de mais cursos oferecidos pela instituição. Além do nível médio e técnico, serão implantados, no período de dois anos, com nível superior, os cursos de cinema, informática, mecânica automotiva, refrigeração, tecnologia de alimentos, design e hipermídia, manutenção de equipamentos médico-hospitalares e formação de professores, com a duração máxima de dois anos cada um. De acordo com o diretor da Cefet, Ebenezer Vilela, os cursos foram escolhidos a partir de um levantamento feito para constatar as tendências do estado. "Só nos interessa investir em áreas que assegurem empregos para nossos alunos. Pernambuco é hoje referência em saúde. Existe a necessidade de se formar pessoal capacitado em manutenção de equipamentos médicos e hospitalares", exemplificou. "Assim como há todo um investimento em irrigação e plantação no Rio São Francisco, mas é preciso formar pessoas para trabalhar na área, daí o curso de tecnologia em alimentos", completou. O vestibular deve acontecer em julho ou agosto e as aulas estão previstas para começar em setembro. Neste ano, serão implantados apenas os cursos de formação de professores e design e hipermídia, com 40 vagas cada um. O curso de tecnologia em alimentos também será oferecido, sendo formada uma turma de 40 alunos no Recife e outra em Petrolina. De acordo com o decreto presidencial, o Cefet têm até dois anos para implantar todos os cursos. Passado esse período, cerca de oito mil alunos estarão estudando no Cefet. Atualmente o corpo docente da instituição é composto por aproximadamente 600 professores. Destes, 90 estão afastados fazendo cursos de especialização, mestrado ou doutorado. "Mas a maioria deve voltar às atividades ainda este ano, por isso acredito que não será preciso contratar mais docentes". De acordo com o diretor, também não será preciso construir mais salas para comportar os novos alunos. "Nossa estrutura física é suficiente para os quase três mil estudantes que vão chegar aqui dentro de dois anos", disse. Para viabilizar a implantação dos novos cursos, foi assinado um convênio com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O acordo prevê a liberação de US$ 2 milhões. "Cerca de um milhão e meio serão investidos na atualização e complementação dos nossos laboratórios, com a aquisição de alguns equipamentos para o ensino do terceiro grau", explicou Ebenezer Vilela. O restante do dinheiro será utilizado para capacitação dos recursos humanos, tanto para o corpo docente como para os funcionários do Cefet. |
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