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CRISE DO REAL V
Ford segue GM e quer aumentar preços

SÃO PAULO - A Ford também deverá repassar o aumento de custos das peças importadas. A informação é do diretor de Assuntos Corporativos da montadora, Célio Batalha. Ele não informou de quanto será o aumento, argumentando que tudo depende do ganho que a empresa terá com as exportações. "A indústria autombilística está perdendo dinheiro. Por isso, temos necessidade de repassar cada aumento", disse.

A Ford, que hoje traz os modelos Mondeo da Europa e o Escort e picape Ranger da Argentina, também poderá reduzir o volume de veículos importados. No caso da Argentina, a montadora pode compensar o aumento do custo em dólar com a exportação de componentes. "De qualquer forma, teremos prejuízo", sustentou Batalha. Ele acrescentou que a empresa pretende aumentar o quanto possível o índice de nacionalização de sua produção, que hoje está na média de 85%.

A Ford exportou no ano passado o equivalente a mais de US$ 800 milhões, a maior parte obtida com a coligada FIC, que produz componentes eletrônicos, principalmente rádios.

AVALIAÇÃO - O governo está avaliando os aumentos de preço anunciados ontem pela General Motors, para decidir se solicitará à empresa informações que justifiquem os novos preços. Foi o que informou ontem o secretário de Acompanhamento Econômico do Ministério da Fazenda, Cláudio Considera.

Também ontem, o diretor de assuntos corporativos da General Motors, José Carlos Pinheiro Neto, disse que a empresa está à disposição do governo para que todas as contas sejam examinadas, numa possível averiguação sobre o que levou a montadora a elevar os preços em até 11,37%. Segundo o executivo, o aumento foi um repasse de novos custos, ocasionados pela desvalorização da moeda.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.01. 99