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CRISE DO REAL VI
Fiesp pede que Petrobrás segure preço da gasolina

SÃO PAULO - O Governo pode até aumentar os preços do petróleo, mas o consumidor não tem condições de absorvê-lo porque já está com endividamento pessoal muito alto. Essa á opinião do presidente da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), Horácio Lafer Piva comentando a possibilidade de um novo reajuste no preço do petróleo.

Para o presidente, a Petrobras tem condições de assumir o aumento do custo cambial porque não repassou ao consumidor a queda do preço do petróleo no mercado internacional, ocorrida no ano passado. O presidente da Fiesp também afirmou que está preocupado com o aumento do preço da energia elétrica, porque as compras são em dólar. "Algumas empresas, como as montadoras e alguns setores da indústria petroquímica, estão reajustando os preços, mas não acredito que o mercado o absorva", disse Piva.

A Fiesp também resolveu adotar uma trégua de três semanas na sua ofensiva contra a política de juros altos do governo FHC. Horácio Lafer Piva disse que a entidade "entende que o remédio amargo dos juros altos é necessário para a transição da âncora cambial para a âncora fiscal". A Fiesp, afirmou Piva, aguarda uma redução muito rápida das taxas de juros: "Espero, sinceramente, que essa seja uma medida temporária que dure de três a quatro semanas, no máximo" . Segundo Piva, a questão dos juros continua a ser absolutamente fundamental. A entidade, afirmou, vai manter uma posição firme de "pressão construtiva" em relação aos juros.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.01. 99