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CRISE DO REAL VIII Padaria símbolo do fim da inflação eleva o pãozinho BRASÍLIA - A padaria na qual o presidente Fernando Henrique Cardoso festejou a estabilidade do real em duas ocasiões vai reajustar o preço do pãozinho francês. Em 95, FHC comemorou o primeiro aniversário do Plano Real na Padaria e Confeitaria Peres, no Gama, cidade-satélite de Brasília. Na época, o pão francês custava R$ 0,09. No ano passado, durante a campanha eleitoral, o presidente voltou ao estabelecimento. Como o pãozinho estava apenas R$ 0,01 mais caro, FHC o elegeu como símbolo do fim da inflação. Nesta semana, o preço do pão francês deverá sofrer um aumento entre 20% e 50%, passando dos R$ 0,10 atuais para um valor entre R$ 0,12 e R$ 0,15. O cafezinho com pão e manteiga que FHC tomou em 98 na padaria por R$ 0,55 deverá custar agora R$ 0,65. "Mais da metade da farinha que usamos para fazer o pão é importada da Argentina. O saco de 25 quilos, que custava R$ 14,50, passou para R$ 16,39. Não tem jeito, vamos ter de aumentar o preço de todos os produtos derivados do trigo", disse Arnaldo Peres, 28, dono da padaria. Além do pão, produtos como macarrão deverão estar mais caros nas padarias do Distrito Federal até sexta-feira. "Até segunda-feira, a gente não estava nem sabendo dessa crise do dólar. Agora, com o aumento do custo da matéria-prima, se o presidente não quiser que a gente reajuste o preço do pão tem que dar um jeito de baixar o valor do trigo importado, mas não acho que o Plano Real acabou", disse Arnaldo Peres. |
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