![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
CRISE DO REAL XI Embratur incentivará vôo charter SÃO PAULO - O governo já tem pronta uma ação de represália contra a medida das companhias aéreas de acabar com o desconto de 60% nas tarifas domésticas. Segundo o presidente da Embratur, Caio de Carvalho, se o desconto não voltar após o Carnaval, o governo vai incentivar o surgimento de empresas que operam vôos charter (fretados). A proposta está sendo discutida desde ontem entre o presidente da Embratur e o ministro da Casa Civil, Clóvis Carvalho. De acordo com o presidente da Embratur, o momento não é de diminuir vantagens ao consumidor. Ele lembra que quando o governo "quebrou o cartel" das companhias, em fevereiro de 98, flexibilizando o preço das tarifas aéreas, o movimento do turismo doméstico ganhou novo fôlego. Segundo dados da Embratur, os desembarques domésticos saltaram de 21,2 milhões, em 97, para 26,5 milhões, em novembro de 98, com previsão de fechar o ano em 28 milhões. "De fevereiro de 98 para cá um milhão de brasileiros viajaram pela primeira vez de avião", informa Carvalho. A decisão das companhias aéreas de acabar com a redução das tarifas não passa de "um alarme burro", disse Carvalho. Isso porque, explica ele, todas as passagens para a alta temporada já estão vendidas, ninguém conseguiria mesmo comprar bilhetes com descontos. "Para a baixa temporada, tomaremos medidas para garantir as condições para que os brasileiros continuem viajando pelo País", afirmou. O anúncio feito ontem pelas empresas administradoras de cartões de crédito, de limitação a seis vezes as compras de passagens parceladas, também não devem influenciar o movimento do turismo doméstico, segundo Carvalho. Pesquisas da Embratur, revela ele, mostram que o brasileiro não gosta de financiamentos de pacotes de turismo acima de cinco parcelas. A razão, diz Carvalho, é que as pessoas costumam viajar duas vezes ao ano, e preferem quitar uma viagem antes de fechar outro pacote. LOCAL - A mudança na política cambial vai beneficiar muito o turismo local e as contas domésticas este ano, segundo Carvalho, que prevê crescimento de 10% no fluxo de turistas estrangeiros ao País, o que significa acréscimo de, no mínimo, US$ 400 milhões no caixa brasileiro em 99. O lucro também virá da parte dos brasileiros, que devem reduzir de 20% a 30% suas visitas ao exterior. Isso significará, segundo Carvalho, que cerca de US$ 1 bilhão deixarão de sair do País. |
|