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REPERCUSSÃO
Empresários aprovam Sotero na Sudene

A nomeação do engenheiro Aloísio Sotero para a superintendência da Sudene foi recebida com entusiasmo por empresários locais. O presidente da Fiepe (Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco), Armando Monteiro Neto, considera o nome de Sotero da maior importância para "reformular o projeto que a Sudene encarnou para o Nordeste, que é o de ser um instrumento fundamental para a viabilização do processo sócio-econômico da região".

Para Monteiro Neto, poucos brasileiros estariam tão aptos quanto Sotero para "reinventar" a Sudene. "Sobretudo na busca de dar uma feição realmente competitiva ao Nordeste, criando eixos logísticos de infra-estrutura. O empresário aplaude ainda a preocupação de Sotero em articular a ação da Sudene com outros órgãos que tenham relevância para a região, como o Banco do Nordeste.

Monteiro Neto, que integrou por dois mandatos o Conselho Deliberativo da Sudene, revela que sempre notou uma dissociação enorme entre a Sudene e o BN. Para ele, as ações do banco e da autarquia eram quase que concorrentes. "Há condições de definir ações de forma conjugada, uma vez que se trata de dois dos mais importantes órgãos de desenvolvimento do Nordeste", diz ele.

"Nada mais feliz do que a possibilidade de contar com um técnico da envergadura de Sotero para a superintendência da Sudene. Foi uma escolha acertadíssima", acrescenta o empresário. Para o presidente do Grupo Moura, Edson Mororó, a indicação foi muito pertinente. "Ele é pernambucano, competente conhece a terra e os homens da terra. Há muito tempo que não tínhamos alguém de Pernambuco na Sudene", lembra Mororó.

O presidente da Assempe (Associação das Empresas de Planejamento e Consultoria de Empresas Incentivadas), Rodolfo Moreira, também não poupa elogios a Sotero. "Acho que a Sudene deve sofrer uma profunda reformulação. Não poderá viver só de Finor. Tem que buscar outros recursos do Bird (Banco Mundial), por exemplo, para grandes projetos reestruturadores", lembra Moreira.

Ele acredita que é fundamental um nome do Nordeste para a autarquia. "O que não se pode é trazer tecnocratas de Brasília que não conhecem nada da região para comandar um órgão como a Sudene", diz Moreira.

PROPOSTAS - O novo superintendente da Sudene, Aloísio Sotero, disse ontem que as propostas dele de reformulação para a autarquia federal ainda estão na fase de análise, avaliação e estudos, por isso não pode adiantá-las, por enquanto. "Nossa primeira preocupação é o que a Sudene pode fazer pelo Nordeste e não o que o Nordeste pode fazer pela Sudene", revela ele. Perguntado se a reestruturação da Sudene passava por mais incentivos ao setor sucroalcooleiro, o engenheiro se limitou a dizer que não tem propostas específicas para o setor.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.01. 99