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INFRA-ESTRUTURA II Grupo multinacional avalia refinaria em Suape Pernambuco ainda pode ser sede de uma refinaria de petróleo. A novela teve um novo capítulo ontem com a reunião entre o governador Jarbas Vasconcelos e um consórcio de empresários estrangeiros e brasileiros que estão estudando a viabilidade técnica e econômica de implantação de um projeto desse tipo em Suape. A intenção do consórcio é instalar um empreendimento com capacidade de refino de 110 mil barris por dia e deverá resultar investimentos entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão. Segundo o coordenador do projeto, Frederico Robalinho de Barros da FR Consultoria e Projetos Ltda. do Rio de Janeiro, há um ano e meio, o consórcio desenvolve um estudo de viabilidade que já está em fase de conclusão. Nele, está colocado que o Distrito Industrial de Suape é o ideal para a implantação do projeto. O consórcio é formado pelas empresas de diversos países. A ICF Kaiser é americana e atua na área de engenharia de Petróleo e Petroquímica. A S.K. Global é coreana, atua em diversas áreas, mas principalmente petróleo e Telecomunicações. Segundo o coordenador, a S.K. mantém uma refinaria na Corea onde são produzidos 800 mil barris de petróleo por dia. Também fazem parte do consórcio, o grupo brasileiro Brascan que atua como banco de investimentos; a T.A Oil, distribuidora de Petróleo que atua no Sudeste do País; o grupo Bolland/Petrolera San Jorge, exportadora de petróleo da Argentina e a Interamerica, consultoria americana. De acordo com Robalinho, o grupo já fez um contato com o Banco Mundial (Bird) que adiantou a possibilidade de financiar o projeto através do IFC, seu braço privado na área de investimentos. O coordenador também afirmou que, para os investidores, a situação econômica do País é apenas cíclica e temporária e, assim, não afasta as chances do empreendimento. A expectativa do consórcio é que após a implantação da refinaria possam ser captados outros investimentos agregados ao setor. Agora, a expectativa fica em torno da avaliação que o governo irá fazer sobre o projeto e como ficará a questão dos incentivos fiscais. O secretário de Desenvolvimento Econômico, Carlos Eduardo Cadoca Pereira, explicou que haverá uma análise da proposta e, talvez, adequação do programa de incentivos para atender o investimento. Daqui a 45 dias deverá ser apresentada a posição oficial. Para implantar a refinaria o consórcio precisará recorrer ao Petróleo importado, pois a produção nacional já não é suficiente para atender a demanda interna. Enquanto a capacidade instalada das refinarias é de 1,6 milhão de barris por dia, o fornecimento do produto nacional é de 1,2 milhão de barris diários. |
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