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INFRA-ESTRUTURA III Prefeitura vai mudar edital de venda da CTU O prefeito Roberto Magalhães está analisando com sua equipe, desde o início da semana, algumas propostas para modificar o edital de privatização da Companhia de Transportes Urbanos (CTU). Com o objetivo de tornar o edital mais "atrativo" aos possíveis compradores, o prefeito já pondera a ampliação do prazo de concessão dos ônibus, que no edital anterior estipulava 10 anos para os coletivos à diesel e 20 anos para os elétricos. Outra mudança que poderá acontecer é a separação da aquisição das frotas. Pelo atual documento, a empresa que arrematar a CTU terá que arcar tanto com os ônibus à diesel como os elétricos. Depois do fracasso da primeira tentativa de vender a CTU, Magalhães rendeu-se à pressão natural de 12 das 13 empresas que adquiriram o edital, mas não pagaram os R$ 560 mil para se habilitar ao leilão. Apenas o consórcio Recife Autopoint, formado por empresários da área de transportes, habilitou-se financeiramente. No entanto, na última hora, o grupo desistiu do leilão. Além de reclamar que os débitos da empresa são muito altos -avaliados em R$ 48 milhões -, os interessados em comprar a empresa também criticaram o pouco tempo de concessão dos coletivos e a obrigatoriedade de aquisição das duas frotas. As possibilidades para tornar a venda da CTU uma operação mais atraente estão sendo perseguidas também pela comissão de privatização. Mesmo sem descartar a hipótese de um arrendamento, Magalhães reconhece que a venda da empresa livraria os cofres públicos de um peso enorme. "Se não vendermos o mais rápido possível a CTU vamos ter dificuldades, pois não podemos deixar de subsidiá-la sob pena de se deteriorar um patrimônio do povo", afirmou o prefeito. |
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