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GAMES II Reprodução de cartuchos velhos não atinge 100% de fidelidade Executar num computador jogos de videogame é a função desempenhada por um programa emulador. Consultando um dicionário, encontra-se assim a definição para o verbo emular: competir, emparelhar, rivalizar com, empenhar-se na mesma pretensão - o último conceito é o que mais se aproxima da função dos emuladores. "A maior vantagem dos games em relação aos emuladores é a qualidade da imagem. Os emuladores ainda não conseguem 100% de fidelidade", lamenta a universitária Marília Veras. Ela ressalta, entretanto, a facilidade para a obtenção de novos cartuchos. "A Internet está recheada de sites que colocam novos roms gratuitamente todos os dias. É bem mais simples e econômico na hora de fazer uma coleção", diz. Ela própria tem mais de 200 games em seu PC com chip Pentium 200 MMX. A maioria dos programas suporta os recursos que existiam nos videogames, entre eles as scanlines (faixas horizontais que criavam um espaço preto entre as linhas da televisão) e os joysticks (controladores manuais). Para quem já tem o hábito de jogar através do PC e se acostumou aos controles via teclado, essa opção continua disponível. Juliana Emerenciano, também usuária de emuladores, levanta uma questão importante: o direito autoral. "Se o usuário não tem o cartucho de um jogo mas consegue baixá-lo pela Web, só pode ficar com ele 24 horas no micro, por conta do copyright". Como os jogos continuam sendo propriedade de seus criadores, essas empresas ainda podem ter lucro sobre seus produtos, mesmo que reduzido. "Quando se deixa de comprar o cartucho para baixá-lo, essa atitude deixa de gerar lucro para os autores. Com o advento da emulação, a pirataria de jogos via Internet aumentou e muito", diz Ulisses Montenegro. "O arquiteto Jaime Alheiros compara os games à música: "A partir de uma certa data, eles passam a ser de domínio público e a maioria já se pagou ao fabricante na época de sua comercialização. As empresas deveriam concentrar-se em seu marketing futuro e não passado", dispara. Alheiros utiliza emuladores há dois anos, possuindo programas e games de variadas plataformas. "O maior problema para quem usa emuladores é que os programas foram desenvolvidos para um ambiente 16 bits, como o DOS ou Windows 3.1, o que gera problemas quando são rodados em sistemas de 32 bits, tipo os Windows 95 e 98", explica. Ele recomenda que os novos usuários comecem com emuladores de 32 bits. "Pesquisar nos mecanismos de busca, partindo de palavras como nintendo ou msx, pode ajudar", sugere. (F.V.) |
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