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EUA Americanos aprovam a fala de Clinton sobre o estado da União WASHINGTON - Apesar da série de críticas que despertaram, principalmente por parte da oposição republicana, as propostas apresentadas por Bill Clinton, no discurso sobre o Estado da União que pronunciou na terça-feira à noite (madrugada de ontem em Brasília), receberam a aprovação de quase quatro em cada cinco norte-americanos, revelaram pesquisas divulgadas ontem. O maior índice foi aferido pela sondagem da rede de TV NBC, na qual 76% dos entrevistados se disseram favoráveis ao conjunto das propostas formuladas pelo presidente. O menor, 66%, foi o da rede ABC. Nos dois estudos, a margem de erro é de quatro pontos porcentuais, para mais ou para menos. A profunda divisão entre democratas e republicanos, que até agora vem dificultando um acordo para deter o processo de impeachment, foi bastante notada durante os 77 minutos do discurso de Clinton. Os partidários do presidente interromperam sua fala com aplausos em 95 ocasiões, enquanto a oposição - que mantém a maioria tanto na Câmara dos Representantes quanto no Senado - permanecia calada. Alguns, em sinal de protesto, abandonaram o auditório. A oposição republicana reagiu ao anúncio de Clinton de que os bons resultados da economia projetavam um superávit de US$ 4,4 trilhões para os próximos 15 anos com insistentes pedidos de corte de impostos. No ano fiscal de 1998, o superávit ficou em US$ 70 bilhões. Há seis anos, o déficit orçamentário atingia US$ 290 bilhões. O presidente anunciou um plano para investir a maior parte do superávit futuro no sistema de Seguro Social, mas o projeto já causa forte resistência. "Projetamos um superávit de mais de US$ 4 trilhões e não temos a perspectiva de cortar impostos nem em US$ 0,01?", perguntou o líder da maioria republicana na Câmara, Dick Armey. "Eu não trabalhei com tanta dedicação para equilibrar o orçamento para agora gastá-lo todo em novos programas", reagiu o presidente da Comissão de Orçamento do Senado, o republicano Pete Domenici. A proposta de investir quase US$ 3 trilhões no Seguro Social em 15 anos foi criticada também pelo presidente do Federal Reserve Bank, o banco central norte-americano, Alan Greenspan. "Não apoiei esse plano no passado e continuo não apoiando agora", disse Greenspan. "Isso significa o investimento de imensos fundos do governo, especialmente os fundos do Seguro Social, em títulos privados." Clinton fez questão de evitar no seu triunfante discurso toda a menção ao escândalo político-sexual que o envolve com a ex-estagiária da Casa Branca Monica Lewinsky. No entanto, dirigiu palavras de elogio à mulher dele, Hillary - apontada por muitos como a grande vítima do escândalo -, homenageando-a pelo trabalho social que ela tem realizado durante sua administração. Em outra referência indireta ao processo de impeachment, ele convidou "a América e os americanos de todos os partidos a assumir o papel de liderança que lhes cabe perante o mundo". Os advogados da Casa Branca retornaram ontem ao Senado para a segunda das três sessões destinadas à defesa de Clinton no processo de impeachment, as bolsas americanas não sofreram alterações. |
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