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O carro sempre mais caro Quem se assustou com a informação de que as indústrias de automóveis já começaram a subir seus preços dos 126 mil carros que hoje dormitam nos pátios das fábricas e das revendas, deve dar uma vasculhada nos jornais e noticiário de economia dos últimos oito anos, dos tempos em que Collor disse que no Brasil só se fabricava carroças. Dá para ver que, a despeito da decantada imagem do setor automobilístico como alavancador da industrialização no Brasil, o setor ainda não deu a sua parte da "vaquinha" de sacrifício na organização das contas brasileiras. De 1994 para cá, ele demitiu mais de 60 mil trabalhadores, quase dobrou o preço do popular de US$ 7.500,00 para US$ 14 mil. E a despeito de está, com a guerra fiscal dos estados e as facilidades do Governo Federal, recebendo um conjunto total de US$ 34 bilhões ao longo de dez anos, no ano passado demitiu mais de 10 mil trabalhadores. Tem mais: como a produção foi lá para cima, a indústria jogou lá para baixo a comissão do vendedor, dando uma desbastada na rede de concessionárias que deverrá cair em aproximadamente 600 empresas de julho de 1998 a junho deste ano. A onda de modernização já tinha levado de roldão a indústria de autopeças nacional que, já faz tempo, não tem muita margem já que está sob a ameaça de importação. Faltava o trabalhador que agora está jogando no bolo da manutenção do emprego, não apenas as conquistas profissionais, mas até a defesa da redução de impostos cobrados pelo Governo às indústrias. É por isso que ninguém deve esperar que sequer estabilize o preço de carro novo, nos próximos meses. Vai subir e a atitude da GM em aumentar logo os preços do carros feitos com o dólar de dezembro de 1998 vai ser acompanhada por boa parte de suas co-irmãs. Não existe motivo técnico ou mesmo financeiro de aumento porque quem importa sabe muito bem que na hora de calcular o câmbio, vale o dólar do último dia do mês. Mas quem disse que indústria automobilística está preocupada com alguma estabilidade do país onde se instala? Portanto, se você está sonhando com um carro, prepare o bolso. A marca do Governo O Condepe (Instituto de Planejamento de Pernambuco) é o primeiro órgão do Governo Jarbas Vasconcelos a usar a nova marca da atual administração que já está impressa na comunicação do Fórum Pernambuco Século XXI - Fazendo Acontecer, a ser realizado no dia 5 de fevereiro, com a presença dos secretários José Arlindo Soares, Maurício Romão e Carlos Eduardo Cadoca, além do vice-presidente da Fiepe, Oscar Rache, que vão debater o tema "Eixos de Desenvolvimento de Pernambuco". A marca também está disponível na página do Governo na Internet: http://www.fisepe.pe.gov.br/ bem como o E-Mail do governador: governo@fisepe.pe.gov.br Jogo - O Brasil continua jogando muito. Somente no jogo bancado pela CEF o país gastou exatos 1,988 bilhão, 19,77% a mais que 97. Pagou disso R$ 632,1 milhões de prêmios e mais R$ 238,3 milhões ao Imposto de Renda. Sotero - Na edição de ontem, a Coluna errou na profissão do novo superintendente da Sudene, Aloísio Sotero, classificando sua formação profissional como economista. Sotero, na verdade, é engenheiro agrônomo. Mais um Pronto! Lá vem mais um grupo internacional querendo instalar uma refinaria em Pernambuco. Discretamente, o grupo Grendene está reavaliando seus investimentos no Ceará. Pesquisa da NET-Recife (controlada da Globo-Cabo) revela que 79,3% dos clientes do serviço está satisfeito. Apontam a relação custo-benefício já que a companhia tem 21 canais e preço da assinatura fixo. Itamar Franco teve, ontem, seu primeiro dia de Miguel Arraes. A Advocacia-Geral da União recorreu ao Supremo Tribunal Federal, para tentar cassar a decisão da Justiça mineira que suspendeu o bloqueio de R$ 11,7 milhões do Estado. O estouro do dólar tirou das empresas de informática, pelo menos no momento, o principal argumento de vendas: o preço. Quem se atreve a anunciar remete o cliente para consulta. E só quem tem a mercadoria na casa, já paga em dólar, se atreve a bancar o preço, em real. A memória da indexação teve nos últimos dias uma espécie de "undelete", ou seja, foi revalidada. E Gustavo Kuerten, hein? Perdeu novamente ontem para o russo Marat Safin. É o maior mico do mercado de publicidade. Lista 1 A edição deste ano da lista telefônica está menor. Tem apenas a relação dos clientes comerciais e seção classificada (as páginas amarelas com telefones de empreendimentos de comércio e serviços, reunidos por segmentos). Junto, um comunicado do escritório da Listel em Pernambuco assinado por Zacarias Alves de Almeida Filho, informando que a companhia telefônica não forneceu o cadastro atualizado dos clientes residenciais em tempo hábil. Lista 2 O superintendente da Telpe, Ivo da Costa Prado, contesta a informação. Segundo ele, o cadastro residencial foi entregue mas a editora não tem mais vínculo algum com a companhia porque com a privatização acabou-se o contrato de terceirização da lista de forma que a Listel poe publica-la ou não e entrega-la aos 308 mil assinantes. O documento contém telefones comerciais dos 14 municípios que compõem a Região Metropolitana do Recife (RMR) e do Arquipélago de Fernando de Noronha. |
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