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Regina Pitóscia

Bolsa sobe 3,98%. Alta é a 4ª seguida

A firme aposta na aprovação das medidas de ajuste fiscal, a começar pela que cria a contribuição previdenciária para os servidores inativos federais e amplia a alíquota de recolhimento para os funcionários em atividade, em votação prevista para a noite de ontem, levou a nova valorização das Bolsas, a quarta seguida. A de São Paulo valorizou-se 3,98%, depois de movimentar R$ 655,792 milhões, ligeiramente maior que o anterior.

A alta de ontem puxou a rentabilidade da semana, em três pregões, para 13,76%. A valorização no mês está em 13,12%, que é também a do ano. As seguidas altas, afirmam analistas, podem encorajar vendas para realização de lucros acumulados, mesmo com a vitória do governo no Congresso.

Há uma corrente do mercado, no entanto, que entende que, nesse caso, o efeito baixista das vendas poderia ser contido pelas compras de capital estrangeiro. Embora os investidores externos estejam mais arredios que os domésticos em relação à capacidade do governo brasileiro de chegar ao equilíbrio fiscal, a valorização dos títulos da dívida externa renegociada, principalmente dos C-Bonds, indicaria uma retomada de certa confiança no País.

Os juros dos CDBs tiveram alta depois que o Banco Central elevou meio ponto porcentual, de 32% ao ano da véspera para 32,50%, a taxa de juro no overnight.

RENDA FIXA - Com o mercado mais nervoso por conta da expectativa da votação do projeto de lei sobre o aumento da contribuição dos funcionários públicos e a criação da contribuição para os inativos do setor, com o fluxo cambial negativo ainda elevado no dia anterior, com o avanço das projeções de juros na BM&F e com o Banco Central elevando a taxa no overnight de 32% para 32,50% ao ano, as taxas dos CDBs prefixados subiram ontem. A taxa evoluiu de 34,20% para 35,30% ao ano, com o investidor obtendo 2,55% bruto e 2,04% líquido no período.

No novo regime de flutuação das taxas de juros e do câmbio, o mercado fica sem referências mais seguras para formar suas taxas, o que não ocorria antes. Com isso, a renda fixa, antes considerada segura, ganha algum risco. Esse risco, no momento, é maior, porque ainda não se sabe qual vai ser o impacto da desvalorização sobre a inflação. Nesse quadro, analistas continuam indicando fundos DI, mas também orientam a aplicação de parte do capital em fundos cambiais.

Ouro
Fechamento: R$ 15,15
Variação: alta de 3,63%

O ouro movimentado na Bolsa de Mercadorias & Futuros fechou o pregão cotado por R$ 15,15, com valorização de 3,63%. O volume negociado foi de 132 kg. No mercado de Nova York, a onça-troy foi cotada por US$ 287,50 nos contratos para entrega em fevereiro.

Dólar
Fechamento: R$ 1,643
Variação: queda de 0,42%

Pela primeira vez desde que o câmbio flutuante foi adotado, a cotação do dólar no mercado paralelo recuou. Ontem, a queda de 0,42% puxou o preço de compra para R$ 1,547 e o de venda para R$ 1,643. No comercial, o comportamento foi inverso. As cotações subiram 1,92% e o comercial estava sendo comprado por R$ 1,580 e vendido por R$ 1,590.


Jornal do Commercio
Recife - 21.01. 99