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E tudo acabou em fiasco Uma grande idéia no Japão não é obrigada a dar certo em Honduras. Um plano mirabolante posto em prática, vitoriosamente, em Paris pode redundar em um baita fracasso nas Ilhas Virgens. Trocando em miúdos, para usar uma expressão do tempo do ronca, o que é bom para os Estados Unidos não é, necessariamente, bom para o Brasil. Foi o que aconteceu com a "greve" que acabou transformando-se no maior fiasco da recente e fulminante história da Internet em nosso país. Partindo de um exemplo externo, o movimento fez água por um motivo simples: o alvo era totalmente errado. Direcionada contra os provedores de acesso, perdeu o bonde da história. Deveria, se melhor avaliada, voltar-se para os altos custos da telefonia, responsável por termos, no Brasil, uma das redes mais caras do planeta. Se na França e na Alemanha a paralisação foi forte e contribuiu para reduzir os preços, por aqui foi como se nada estivesse acontecendo. E, na verdade, nada aconteceu. Segundo a Abranet, os níveis de acesso no dia 13 não chegaram a cair nem 0,3%. Alguns provedores, "alvos" do equivocado movimento grevista, até gostaram. O SBT OnLine, com um provocativo programa "Fura-greve", ofereceu acesso gratuito temporário e comemorou a adesão de 400 novos usuários. Embora não tenham divulgado os números, outros grandes provedores como ZAZ/Nutecnet e Mandic também faturaram. Mas, nem tudo foi para o espaço. Quem sabe um novo movimento, reunindo desta vez internautas e provedores, não consegue resultados menos risíveis? |
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