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Como anda o teatro Englobando tudo que é entretenimento, e que acontece num palco, podemos ver que surge, com surpreendente rapidez novos grupos de pagode ou rock, com seus nomes estranhos. E tocam, rebolam e não falta público, o mais eclético possível. A explicação é que a juventude gosta, então, se os jovem apóiam... Mas tem a lamentação de que o teatro está em crise. Então, ouvi depoimento de uma pessoa que conhece o setor, Reinaldo de Oliveira, e ele disse: "Rio, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, o Brasil inteiro, ressente-se da crise econômica e de segurança na área teatral. Não há grandes lançamentos e o público se encontra arredio, por diminuição do poder aquisitivo e aumento da intranqüilidade e insegurança, da falta de providência". Ele fez boa síntese sem deixar de ser uma radiografia do setor. É certo que o publico está fugindo das salas teatrais, ainda pagam 50 ou 60 reais por um show de Caetano Veloso, repetindo a mesma coisa de anteriores. Artistas globais, vez por outra chegam até aqui apresentando peças em excursões caça-níqueis, o que comprova que nada de novo acontece em termos de espetáculos ou intérpretes. Em São Paulo a veterana Bibi Ferreira tira uma atriz com experiência (Lucélia Santos) e coloca a marqueteira Adriane Galisteu. É o fim ou um mau exemplo. Mineiro Márcio Tostes é um mineiro que veio ao Recife para trabalhar na loja da famosa grife Natan, desde quando a mesma se instalou na Bruno Veloso, e depois sairia para o Shopping Boa Viagem. Figura de fino trato, amável com todos, corretíssimo nas atitude, permanece prestigiado até hoje naquela grife. No museu Faz 15 ou 20 dias que a pintora Margot Monteiro entregou o cargo de presidente da Associação dos Amigos do Mamam, em virtude dos compromisso que tem para exposições no exterior. A vice presidente da entidade, senhora Marta Freire também se afastou. Na sexta-feira, noticiei para os recifenses que Marcos Lontra, que veio reinaugurar o espaço e permaneceu como diretor estava demissionário, ficaria até o dia 30 deste mês quando seria substituído no cargo pelo jornalista Marco Polo, uma boa escolha. No ano passado apresentei, durante reunião no Conselho Estadual de Cultura o nome de Marco Polo para ser homenageado com o diploma que distingüe um jornalista, e os outros conselheiros aprovaram. Mas, pelo que me disseram, a saída de Lontra foi pacífica e ele deverá prestar serviços, no futuro, como curador de importantes exposições vindas do Sul ou do exterior. Teatro (2) A medalha Joaquim Nabuco, concedida pela Assembléia Legislativa ao Teatro Santa Isabel, não foi entregue no dia da grande festa. Por iniciativa da deputada Tereza Dueire a medalha foi guardada para ser entregue a Geninha Rosa Borges, que estava no Canadá, na ocasião. Encantada, Geninha recebeu a honraria concedida ao teatro, no plenário da Assembléia, e comunicou o fato ao prefeito Roberto Magalhães. O que é? O paulista Ricardo Carvalho ao saber que havia comentários aqui de que viria orientar campanhas políticas no Recife desmentiu assim: "Existe televisão no Recife?". Coisa típica de paulista. Terça-feira das artes plásticas. No Museu do Estado, temos coletiva coordenada por Sheila Cohen sob o título: "Da Terra ao Infinito" com a participação de vários pintores entre eles Humberto Zirpoli e Rosilda Loy Rego. No Museu da Abolição, abertura da mostra "Inamovível Mobiliário", de Ismarel Caldas. Curadoras: Dulcinha Gueiros e Vera Magalhães. Ontem, Fernando Antônio Gonçalves fez palestra e Ronildo Maia Leite fez lançamento de um opúsculo no Arquivo Público. O médico Moacir Novaes atuando para ampliar os serviços do Hospital Oswaldo Cruz, onde também atua. n Martinho Patrício inaugura exposição de suas peças na Fundaj, do Derby. |
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