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MUTIRÃO TJ é "maquiado" para receber a CPI CUIABÁ - Às vésperas da chegada dos senadores da CPI do Judiciário a Cuiabá, o Tribunal de Justiça do Mato Grosso está realizando uma série de ajustes administrativos, com exonerações e nomeações de funcionários. "Estes atos são prova de que existiam irregularidades. É uma tentativa de regularizar uma situação", observou Ussiel Tavares, presidente da OAB-MT. Os senadores devem estar em Cuiabá hoje pela manhã para investigar as supostas irregularidades. Nas edições do Diário Oficial da Justiça, dos dias 16 e 17 deste mês, foram publicados 22 atos e portarias da presidência, com exoneração e nomeação de parentes de desembargadores. Segundo a assessoria de imprensa do TJ, estes atos são normais. No TJ do Mato Grosso é comum os desembargadores, logo que assumem o cargo, nomearem parentes para cargos de confiança. Eles são efetivados depois em concursos do TJ. O desembargador Jurandir Florêncio de Castilho, por exemplo, assumiu o cargo em 7 de julho e nomeou, no dia 8, seis parentes. Nas portarias e atos publicados nos dias 16 e 17 existiam parentes dos desembargadores Athaide Monteiro Filho, Jurandir Florêncio de Castilho e Mariano Alonso Ribeiro Travassos. Todas as nomeações e exonerações publicadas são de 3 de setembro, com efeito retroativo para os meses de julho e agosto, período em que o juiz Leopoldino Marques do Amaral denunciou o TJ do Mato Grosso à CPI do Judiciário e ao Superior Tribunal de Justiça. Leopoldino foi encontrado morto em 7 de setembro, no Paraguai. O presidente do TJ, Wandyr Clait Duarte, que assina as portarias, recusou-se a falar sobre o assunto. Os senadores da CPI irão enfrentar resistência dos desembargadores do TJ. É consenso entre os desembargadores ouvidos pela reportagem que a CPI não tem competência para investigar atos do Judiciário. Novos mandados de prisão e de busca e apreensão foram determinados ontem pela Justiça Federal. Ontem, o Centro de Assessoria Pericial da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em Piracicaba, no interior de São Paulo, recebeu material para exame de DNA do suposto cadáver do juiz Leopoldino Marques do Amaral. A análise foi pedida pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Mato Grosso, que investiga o desaparecimento e provável assassinato do juiz. |
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