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AGRICULTURA Sem-terra festejam colheita de feijão PETROLINA - Os integrantes das 110 famílias de agricultores acampados na fazenda Embrapa, localizada entre os municípios de Lagoa Grande e Petrolina, fizeram no último final de semana uma rabada de porco para um almoço coletivo, em comemoração à primeira colheita de feijão plantado por eles, numa área de 75 hectares. As terras situadas às margens do rio São Francisco, vão levar o nome do ex-senador Mansueto de Lavor (falecido em 98). Apesar da ocupação ter sido realizada no começo deste ano com apoio da Fetape, há dois meses o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra) realizou a vistoria do imóvel, mas o decreto de desapropriação ainda não saiu. Para a agricultora Maria Iolanda dos Santos, 47 anos, a recente colheita do feijão de corda foi um ato de vitória para as famílias que chegaram a sofrer um despejo sob ordem judicial. "Voltamos para cá com o sonho da terra para plantar. Agora começamos a tirar o feijão com orgulho", comentou Iolanda. Segundo ela, o resultado da colheita só foi possível graças ao esforço de cada família, que teve de doar R$ 50,00. Os recursos foram utilizados na compra de adubo, conserto de um pivô de irrigação que já havia no local e aquisição de outro. O presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR) de Petrolina, Francisco Pascoal, disse que a previsão é de que o feijão colhido pelos agricultores poderá somar 12 sacas por hectare. "Eles já estão se organizando e vão comercializar o produto com a finalidade de obter lucro para investir em novas opções de legumes e hortigranjeiros", frisou Pascoal, acrescentando que já existem 50 hectares de terra preparados para o plantio de batata e 12 para milho. Contudo, o sindicato ainda não decidiu se vai aderir aos selos lançados pelo Governo Federal, destinados a produtos oriundos dos sem-terra. |
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