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ARQUEOLOGIA III Iphan diz que muro tem o objetivo de proteger local O arquiteto do escritório do Iphan em João Pessoa Umbelino Peregrino de Albuquerque informa que as placas de cimento (brises) foram colocadas no intuito de "obstacular a visão da pedra" aos turistas. Segundo ele, como o fluxo de pessoas circulando pelo sítio arqueológico da Pedra do Ingá é muito grande, as visitas precisam ser guiadas para evitar danos ao patrimônio. Umbelino de Albuquerque disse que os visitantes costumam tomar banho no Rio Ingá (corta o terreno e passa por entre as pedras gravadas com as inscrições rupestres) durante o inverno e fazem piqueniques no local. "A idéia do cercamento foi criar limites para evitar a invasão indiscriminada de turistas e moradores da região, que acabam danificando o ambiente", diz Umbelino de Albuquerque. Ele reconhece que o tipo de cercamento escolhido está causando polêmica. "Algumas pessoas acham que ficou agressivo", afirma. O arquiteto explica que foi cercada uma área de aproximadamente dois hectares do sítio arqueológico tombado. A maior parte da cerca é de madeira com arame. A entrada principal foi obstruída pelas placas de cimento e um trecho contíguo ganhou um gradil de ferro, onde foi construído o novo portão de acesso, com uma guarita. O cercamento do sítio arqueológico da Pedra do Ingá, no município do Ingá, faz parte de um projeto maior, que prevê a criação de um centro de referência que disponibilizará pesquisas e informações sobre as ocorrências arqueológicas na Paraíba. O centro terá um banco de dados informatizado e peças pré-históricas encontradas em outras cidades paraibanas. "Como os recursos não foram suficientes para executar todo o projeto, o Governo só fez a cerca de proteção", diz Umbelino Peregrino de Albuquerque. O projeto será retomado e concluído assim que novos recursos forem liberados. |
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