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MATA
ANP volta a liberar subsídio da cana

A Agência Nacional do Petróleo (ANP) comunicou que estão liberados, desde ontem, os recursos do Programa de Equalização dos Custos da Cana-de-açúcar. O despacho do diretor-geral da ANP, David Zylbersztajn, determinando o repasse do subsídio, foi assinado na sexta-feira e publicado ontem no Diário Oficial da União. Pelos cálculos da Associação dos Fornecedores de Cana-de-açúcar no Estado, de um total de R$ 186 milhões previstos para serem repassados nesta safra, os fornecedores chegaram a receber cerca de R$ 100 milhões.

A Associação dos Fornecedores de Cana de Pernambuco recebeu o comunicado da ANP no final da tarde de ontem. Segundo o vice-presidente da entidade, Zoé Borba, o comunicado da ANP informou que há um prazo de três dias para o início do repasse, através do Banco do Nordeste. "Os primeiros a receberem devem ser as usinas, que estão com o levantamento dos dados necessários para receberem os recursos adiantado. Os fornecedores devem vir em seguida", calculou Borba. Há mais de 10.700 fornecedores de cana inscritos no programa.

MOAGEM - O grupo Petribu informou ontem que a Usina Petribu, instalada em Carpina, adiou o início da moagem para o próximo dia 25 de outubro, mas não deixará de produzir na safra de 1999/2000. A possibilidade de paralisação da produção, por falta de matéria-prima, por conta dos efeitos da seca, foi levantada em reportagem do JC, na edição de domingo, com base em informações de próprios fornecedores e dados extra-oficiais do Sindicúcar. A assessoria do grupo empresarial confirmou a queda na produção da unidade por conta da seca e explicou que a moagem está garantida graças a soma da produção de cana da Usina Tiúma, de São Lourenço, e Usina São José, de Igarassu, pertencentes ao mesmo grupo.

De acordo com os dados da assessoria do grupo empresarial, a Usina Petribu vai moer este ano 550 mil toneladas, sendo 400 mil toneladas dela própria e 150 mil toneladas oriundas da Tiúma. Com os efeitos da seca nas plantações, a queda de cana disponível para a moagem chega a mais de 100 mil toneladas. No ano passado, a produção de cana para a moagem da Usina Petribu havia atingido 656,5 mil toneladas de cana, de acordo com os dados repassados pelo grupo. "Quem salva a Petribu é a São José, que investiu em irrigação e está ampliando a produção de cana", contou o assessor da empresa, Anselmo Alves, informando que o ponto de equilíbrio da unidade da Petribu é de 400 mil toneladas.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.09.99
Terça-feira