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TENSÃO Islãs ameaçam a Rússia com ataques camicazes MOSCOU - Os casos de corrupção no Kremlin, os atentados e a guerra do Cáucaso desencadearam de novo os mais sinistros rumores em Moscou, onde alguns meios políticos anunciam a demissão iminente de Boris Yeltsin e acusam diretamente assessores do presidente de financiar os islamitas. O clima ficou ainda mais tenso ontem quando o chefe da guerra checheno, Chamil Bassaiev, líder dos rebeldes islamitas na Chechênia, ameaçou atacar a Rússia com camicazes, enquanto Moscou falava de uma possível intervenção terrestre na república separatista. "Agora, o presidente não tem outra saída: a renúncia", estimou ontem o presidente da Duma (câmara baixa), Guennadi Seleznev, somando-se, dessa forma, à longa lista de políticos que reclamam nos últimos dias a partida voluntária de Yeltsin. Seleznev explica: "Nosso presidente é como o clima de São Petersburgo. Não pára de mudar de humor", dando a entender que Yeltsin já não é capaz de dirigir o país. Há uma semana, os meios políticos evocam constantemente a demissão iminente de Boris Yeltsin antes das eleições de 19 de dezembro. Yeltsin e Vladimir Putin analisaram ontem a situação atual no Cáucaso e a onda de atentados que sacode a Rússia, e dissiparam rumores que davam conta da destituição do primeiro-ministro e uma nova hospitalização do presidente. A reunião, gravada pela televisão russa, foi dedicada à violência que abala o país e os escândalos de corrupção. |
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