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Regina Pitoscia

Bolsa sobe 2,62% e alta no mês é de 9,67%

O mercado financeiro retomou os negócios passando a impressão de que pode tocar uma semana mais calma de negócios. De saída, aproveitou o bom resultado das contas públicas divulgado ontem, otimista também com a reunião do Comitê de Política Monetária, amanhã, que vai decidir o rumo dos juros básicos.

A Bolsa de São Paulo atravessou o pregão com sinal positivo, entre uma alta máxima de 2,62% e mínima de 0,03%, e fechou com valorização de 2,62%, portanto no nível mais elevado do dia. O volume financeiro teve expansão de 9,9%, para R$ 487,896 milhões, movimento considerado ainda insuficiente para sustentar avanços mais consistentes no mercado de ações. O avanço puxou a rentabilidade da Bolsa paulista no mês para 9,67%; no ano, está em 70,78%.

A Bolsa de Nova York trabalhou com o pregão esvaziados pelo feriado judaico de Yom Kippur (Dia do Perdão) e fechou com avanço de 20,27 pontos ou 0,19%. O mercado estará atento hoje à divulgação, pela manhã, dos dados da balança comercial dos EUA em julho. A expectativa é que o déficit fique abaixo do recorde de julho, de US$ 24,62 bilhões, que alimentou instabilidade na Bolsa nova-iorquina na época.

O superávit primário de R$ 4,950 bilhões em julho, o mais elevado do Plano Real, divulgado pelo Banco Central ontem, embalou a alta da Bolsa doméstica e influenciou também a tendência declinante do dólar. O resultado, que não leva em conta as despesas com juros e correção cambial, puxou o superávit apurado no ano para R$ 20,422 bilhões, com margem de R$ 4,8 bilhões sobre a meta acordada com o FMI.

O mercado tem tocado os negócios apostando na retomada de corte dos juros básicos, entre 0,25 e 0,50 ponto porcentual, pelo Banco Central, amanhã. Outro foco de interesse é a retomada das votações de reformas econômicas, que permanecem empacadas no Congresso, donde esquenta a briga pelo cargo de relator do Plano Plurianual de Ação (PPA) entre o PMDB e o PFL.

RENDA FIXA - A continuidade de queda das cotações do dólar e as indicações de recuo da inflação reforçaram ontem as expectativas de queda das taxas de juros. O Copom reúne-se amanhã e o mercado aposta que a taxa básica, hoje de 19,50% ao ano, poderá cair para 19% ao ano. Com isso, as projeções de juros no mercado futuro cederam, arrastando com elas as taxas dos CDBs prefixados.

Ouro

Fechamento: R$ 15,64
Variação: alta de 1,02%

O ouro movimentado na BM&F fechou o pregão cotado por R$ 15,64 o grama, com valorização de 1,02%. O volume negociado foi de 69 kg. No mercado de Nova York, na Comex, a onça-troy de ouro foi cotada por US$ 254,40 nos contratos para liquidação em setembro.

Dólar

As cotações do dólar, comercial e paralelo, traçaram curva declinante, com melhora de expectativas e maior oferta de moeda norte-americana no mercado. O dólar paralelo desvalorizou-se 0,35%, comprado por R$ 1,953 e vendido por R$ 1,973. O comercial recuou 0,32%, cotado por R$ 1,871 para compra e R$ 1,873 para venda.

Bolsas

As cinco maiores altas, entre as 47 ações do Índice Bovespa (IBovespa), foram Geradora Paranapanema PN, 10%; Geradora Tietê PN, 7,6%; Bradesco PN, 6,2%; Petrobrás BR PN, 5,5; e Itaúsa PN, 5,3%. Apenas quatro ações do IBovespa recuaram: Siderúrgica Tubarão PN, 1,6%; Banespa PN, 0,9%; Banco do Brasil ON, 0,5%; e Souza Cruz ON, 0,3%.


Jornal do Commercio
Recife - 21.09.99
Terça-feira