LG_jc.gif (3670 bytes)

ENTREVISTA/ Paulo Sérgio Macedo
"O que houve na empresa não foi com dr. Arraes"

Alvo dos ataques do deputado Eduardo Campos (PSB), o empresário Paulo Sérgio Macedo - da empresa Nordeste Segurança de Valores - disse ontem, durante a sua filiação ao PMDB, respeitar a figura do ex-governador Arraes (PSB). "O problema que houve na empresa não foi com ele; foi com o neto dele", emendou.

JORNAL DO COMMERCIO - Por que decidiu ingressar no PMDB hoje?

PAULO SÉRGIO MACEDO - Isso já estava há muito tempo resolvido. Eu era filiado ao PSDB e saí naquela campanha em que Braga (o atual deputado João Braga) brigou com Jarbas (Vasconcelos).

JC - O sr. pensa em ser candidato no próximo ano?

Paulo Sérgio - Não tenho nada definido. Pode ser a vereador e pode não ser.

JC - O ex-governador Miguel Arraes disse hoje que as denúncias do deputado Eduardo Campos contra o senhor foram feitas com documentos, enquanto que as respostas a elas, com agressões. É verdade?

Paulo Sérgio - Sobre esse assunto não quero mais falar. Quem fala sobre isso agora é o advogado do empresa, o dr. Mário Gil Rodrigues. O doutor Arraes falou hoje (ontem). Tenho um respeito grande por ele, mas o problema que houve na empresa não foi com dr. Arraes; foi com o neto dele e tudo o que a empresa tinha de falar, já falou.

JC - O sr. Roberto Rêgo diz em sua nota que o envolvimento do nome dele nas denúncias de favorecimento rompeu uma amizade de dez anos. O sr. também considera assim?

Paulo Sérgio - Eu era amigo dele, mas não era uma amizade... Eu o conhecia, tive uma amizade uma certa época, mas não era uma amizade tão íntima. Tanto é que ele foi para Brasília, nunca mais nos falamos.

JC - Na nota, ele dá a entender que era uma amizade bem próxima...

Paulo Sérgio - Era uma amizade, mas não era tão próxima.

JC - Mas o que ele diz é verdade? Suas contribuições à campanha de Roberto Freire foram espontâneas?

Paulo Sérgio - Alguém acredita nisso? Ninguém acreditaria que eu iria doar R$ 500 mil para uma campanha de Roberto Freire.

JC - Não sei. O sr. tem amizade com o senador Roberto Freire?

Paulo Sérgio - Ele é um dos políticos que eu prezo muito neste País. É um homem sério, mas quando foram me pedir dinheiro, não foi para a campanha de Roberto Freire, foram pedir com outras intenções.

JC - Mas o sr. nunca tinha feito doação tão alta?

Paulo Sérgio - Nunca. Nem para campanhas de Jarbas. E nem um quinto disso.

_________________________________________


Jornal do Commercio
Recife - 21.09.99
Terça-feira