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ILHA GRANDE II Serenidade nas ruas e esquinas da vila A Vila do Abraão é o portão de entrada de Ilha Grande. Localizado na mais bela enseada do arquipélago, segundo opinião dos próprios ilhéus, o povoado encanta à primeira vista. Logo no desembarque, no ancoradouro do vilarejo, o forasteiro tem uma visão única do relevo do lugar, com uma densa mata e picos de grandes altitudes de um lado e pequenas praias e ilhotas do outro. É um colírio para os olhos, ou por que não dizer, um brinde de boas vindas para aqueles que o escolheram para um merecido descanso de final de semana, feriadão ou férias. A "capital" de Ilha Grande, como os nativos chamam carinhosamente o vilarejo, se espalha por uma dúzia de ruas e vielas, onde o visitante dispõe de um grande leque de opções de hospedagem e de lazer. Praticamente, quase todas as pousadas, albergues e casas de hospedagem estão concentrados na vila, não mais do que a um quilômetro do ancoradouro. Essa particularidade tem uma explicação: a circulação de veículos é proibida na ilha, à exceção de duas únicas Toyotas que auxiliam a Polícia Florestal e os pesquisadores lotados na estação avançada que a Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj) mantém na Praia de Dois Rios, bem próximo das ruínas do Penitenciária Cândido Mendes, a 13 quilômetros de Abraão. Como em qualquer outro ponto do litoral brasileiro, as pousadas têm preços variados e contemplam todos os bolsos. Praticamente, todas elas oferecem água potável - há inúmeras fontes de água mineral na ilha -, café da manhã e serviços de bar/restaurante. Também é possível acampar na vila. Há cinco campings em funcionamento, todos eles dotados da infra-estrutura necessária ao bem-estar do hóspede e da natureza, evidentemente. Abraão oferece a conjugação perfeita de descanso e lazer. Ao mesmo tempo em que um visitante passa horas se espreguiçando numa rede, observando o vaivém de barcos da varanda de alguma aconchegante pousada no alto da colina, outro, com sua roupa de banho da moda, se diverte em um dos muitos barzinhos da orla ou da Rua Alice Cure, no oitão da simpática capelinha do vilarejo. Esses estabelecimentos funcionam como o "termômetro" da ilha e costumam lotar de jovens durante os finais de semana. São o lugar ideal para a boa paquera e um bate-papo numa roda de amigos. O cardápio também é farto, quase todo ele à base de pescado, com preços convidativos. No geral, o vilarejo oferece de tudo um pouco e é a partir dele que os visitantes iniciam sua excursão ilha adentro, podendo recorrer aos serviços de uma agência de turismo local ou então se dirigir ao quiosque da associação dos barraqueiros para se certificar das rotas marítimas disponíveis em cada um dos dias de permanência na paradisíaca ilha. (A.G.) |
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