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ILHA GRANDE III Natureza protegida por adolescentes "Educai as crianças e não será preciso punir os homens". Inspirada nessa máxima de Pitágoras, um grupo de nativos resolveu criar, há dez anos, a Brigada Mirim Ecológica da Ilha Grande, com o propósito de evitar que o santuário ecológico viesse a ter o mesmo fim de outras reservas brasileiras. A julgar pelo quadro atual da ilha, apesar da especulação imobiliária na Vila de Abraão e de outros problemas isolados, parece que a proposta vingou e os moradores e visitantes já podem respirar mais aliviados. Pelo menos, por enquanto. Consciente da dificuldade de se conter o fluxo contínuo de visitantes à ilha, facilitado pela proximidade com o litoral - são apenas 21 quilômetros a partir de Angra dos Reis -, a brigada mirim vem atuando em duas frentes. Numa delas, adolescentes de 14 a 17 anos se dedicam, durante três horas diárias, à tarefa de limpar trilhas e praias, mediante a concessão de uma bolsa-auxílio mensal de meio salário mínimo. Enquanto isso, outros brigadistas assumem a tarefa de conscientização de moradores e turistas, distribuindo material informativo e saco plástico para lixo, convidando-os, muitas vezes, para assistir a vídeos institucionais sobre os trabalhos ecológicos realizados na região. Esses projetos contam com o apoio de empresas como Petrobrás, Klabin e Unibanco Ecologia e colocam Ilha Grande na vanguarda do desenvolvimento sem causar danos ao meio ambiente. (A.G.) |
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