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ILHA GRANDE IV Caminhadas desvendam a Mata Atlântica A caminhada ecológica, junto com os cruzeiros marítimos, é o carro-chefe do turismo em Ilha Grande. Partindo da Vila do Abraão, há pelo menos 13 trilhas recomendadas aos visitantes com disposição, preparo físico, tempo e de posse dos apetrechos necessários para enfrentar longas distâncias a pé. A rota mais acessível é a que leva à Cachoeira da Feiticeira, a 4 quilômetros do povoado. A proximidade com o vilarejo dispensa a companhia de um guia e a trilha pode ser facilmente percorrida durante meio dia, restando tempo suficiente para um merecido descanso e banho na cristalina água da mais famosa cascata da ilha. Outra rota bastante difundida entre os ilhéus e recomendada aos visitantes é a que vai de Abraão à Praia de Lopes Mendes, a preferida dos surfistas. É um percurso belíssimo, passando por dentro da exuberante Mata Atlântica, com sua riquíssima variedade botânica, que nem de longe seria vista na costa pernambucana, por exemplo. É um roteiro de 13 quilômetros, ida e volta, com alguns aclives e declives e passagem pela encantadora baía de Palmas, onde situa-se o rústico e aconchegante Hotel-Fazenda Paraíso do Sol, bem em frente ao mar. Em Lopes Mendes não há qualquer infra-estrutura de bar, salvo nas ocasiões em que algum nativo improvisa uma barraca para vender bebidas e tira-gostos. Portanto, é bom se garantir e levar na mochila água e algum lanche. MONTANHISMO - A subida ao Pico do Papagaio, com seus 990 metros de altitude e abundante Mata Atlântica em volta, sem dúvida alguma, é o mais difícil passeio de Ilha Grande, apesar da relativa curta distância desde Abraão - 7 quilômetros. É uma trilha íngreme, que exige muita resistência física e o mínimo de prática de montanhismo. Quem se aventura nessa rota volta hipnotizado com a visão que se tem da ilha do ponto mais alto da imponente montanha. Agora, para quem deseja realmente voltar ao continente com a certeza de que conheceu o lugar com profundidade, a grande pedida é se embrenhar mata a dentro pela trilha Abrão-Aventureiro, num percurso total de 70 quilômetros percorridos em três dias, com dois pernoites em local pré-estabelecido. "É um passeio maravilhoso e que nos dá a sensação de que o paraíso existe e fica aqui em Ilha Grande. Recomendo essa trilha a todos", comentou entusiasmado o universitário mineiro Pedro Barbosa Lins, quando já se preparava para subir à balsa que iria levá-lo de volta ao continente, depois de uma semana de fortes emoções na terrinha dos extintos índios tamoios. CRUZEIROS - Os passeios de escunas e catamarãs, oferecidos praticamente todos os dias do ano, salvo nos dias de chuva, são um bálsamo para quem gosta de comodidade e conforto e precisa economizar tempo. Há uma grande variedade de roteiros e os mais procurados pela enxurrada de turistas que invadem o santuário durante os meses de verão e finais de semana prolongados são os que levam à Lagoa Azul, Lopes Mendes, Caxadaço e Freguesia de Santana. Cada um desses cruzeiros conta com suas particularidades, no entanto, todos eles permanecem fiéis à tradição de oferecer frutas tropicais aos passageiros no retorno à Vila de Abraão. Em média, esses passeios duram oito horas e custam em torno de R$ 15,00 a R$ 30,00. Já em épocas de alta temporada, algumas embarcações costumam oferecer uma volta completa na ilha, com duração de 10 horas e custo de R$ 40,00 por pessoa. Uma pechincha para os preços praticados no litoral fluminense. (A.G.) |
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