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CONFERÊNCIA IV
Prevenção é lei na Guiné-Bissau

Para a República da Guiné-Bissau, a desertificação por enquanto é apenas uma ameaça. O desmatamento de suas florestas pode abrir espaço para que o Deserto do Saara avance sobre as fronteiras ao norte do país, de 36.125 quilômetros quadrados e 1,4 milhão de habitantes. Por isso, uma lei federal determina que, para cada árvore abatida, sejam plantadas outras cinco.

"Fazer cumprir a lei tem sido difícil. Existe uma superexploração dos recursos florestais", diz Lourenço Vaz, assessor da Secretaria de Estado para a Área Ambiental. Segundo ele, depois da pesca, a indústria madeireira é a segunda maior atividade econômica do país. O socioeconomista afirma que a madeira é usada principalmente para a construção civil.

Mesmo sendo só uma ameaça, a desertificação tem sido levada a sério em Guiné-Bissau, que incluiu a questão no seu Plano Nacional de Gestão Ambiental. Integrante da delegação de seu país desde 1ª Conferência das Partes (países membros) da Convenção das Nações Unidas de Combate à Desertificação (COP-1), em Dakar, no Senegal, em 1997, Lourenço Vaz informa que a Guiné-Bissau ratificou o documento em março de 1995.

INDEPENDÊNCIA - Assim como as outras colônias portuguesas na África, o país, de regime parlamentar, ficou independente somente neste século. Com 30 etnias, das quais três são predominantes, Guiné-Bissau não é mais de domínio luso desde 1973.

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Jornal do Commercio
Recife - 21.11.99
Domingo