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CONFERÊNCIA V Fome revelou importância do fenômeno Na década de 70, ocorreu um grande seca na região do Sahel, entre o deserto de Saara e a África Tropical, quando 500 mil pessoas morreram de fome. O desastre foi considerado um marco para a questão da desertificação, por levar a comunidade internacional a reconhecer os impactos sociais, econômicos e ambientais do fenômeno. Em 1992, durante a Conferência das Nações Unidas sobre Meio Ambiente e Desenvolvimento (Rio-92), a desertificação foi definida como a "degradação da terra nas regiões áridas, semi-áridas e subúmidas secas, resultantes de vários fatores, entre eles, as variações climáticas e as atividades humanas". Ainda na Rio-92, a assembléia-geral da ONU aprovou que fosse negociada uma convenção internacional sobre o problema. Em janeiro de 1993 começou a negociação, que terminou em 17 de junho de 1994. A convenção já foi assinada por 159 países, entre eles o Brasil e as cinco ex-colônias portuguesas na África. Desde 97, todo ano os países membros da convenção passaram a se reunir para discutir o controle do problema. Essas reuniões são chamadas de COPs. A primeira delas ocorreu em Roma, na Itália, e a segunda, em Dakar, no Senegal. A COP-3 prossegue até sexta-feira, no Centro de Convenções, e conta com 2.500 participantes. A convenção é um documento com seis partes (que tratam de temas gerais como programas de ação e cooperação científica) e quatro anexos, onde é definida a sua implementação. |
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