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DEMISSÕES VOLUNTÁRIAS II Recomeçar num novo emprego é um desafio por ADRIANA SANTANA Desligar-se do emprego e recomeçar a vida profissional não é uma tarefa das mais fáceis, em especial para quem passou décadas trabalhando na mesma empresa. Para o analista de sistemas Jonas Dias, que passou 27 anos na Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco (Chesf), a decisão de sair do serviço público foi amadurecida aos poucos. "Coloquei os prós e contras na balança e acabei optando por sair". Junto com amigos, montou uma consultoria no início deste ano. "Nunca me arrependi", conta o consultor. Jonas Dias explica que sempre investiu no seu crescimento profissional, realizando cursos e se reciclando. "Acho que essa foi uma razão para que eu conseguisse êxito no mercado externo, mesmo após quase três décadas dentro de uma estatal". Quando, em 1997, a Companhia Hidro-Elétrica do São Francisco (Chesf) lançou um PDV, ele não pensou duas vezes na hora de se inscrever. DEDICAÇÃO ESSENCIAL - Com os colegas João Cabral, Frederico Mayrinck e Luciano Hitzschky, o ex-funcionário público fundou a C5 Consultores, que presta serviços na área de tecnologia da informação. "Trabalho muito e às vezes nem tenho final de semana, mas a dedicação é essencial para quem deseja ter sucesso". O biomédico Marcos Braga entrou no PDV da Escola Técnica Federal por estar descontente com o emprego. Abriu um bar, que não deu certo, e hoje é representante comercial. Braga saiu do serviço público em 1996, após 15 anos como servidor federal. "Quando percebi que havia sido preterido num cargo por conta de indicações políticas, comecei a perder o ânimo", conta. O salário base dele era de R$ 265, que crescia para pouco mais de R$ 700 com as gratificações. Através do dinheiro que recebeu de indenização no PDV montou um bar. Hoje, ele revende produtos para salões de beleza, através do telefone 227.7414. |
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