![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
PÓLO MÉDICO Serviços de saúde reforçam o caixa por INÊS ANDRADE Serviços antigos de saúde como a assistência domiciliar e o trabalho do médico da família, que até pouco tempo estavam desaparecidos no mercado, voltam com vigor a ser oferecidos pelos hospitais, clínicas e empresas de saúde. Esse é o novo enfoque do setor para os próximos anos. O objetivo é minimizar custos, em até 35%, lançando mão da medicina preventiva e educativa. O tema será discutido no II Congresso Nordeste de Administração Hospitalar, Clínicas e Serviços de Saúde, que acontece entre os próximos dias 24 e 26, no Hotel Golden Beach. Segundo o presidente da Federação Brasileira de Administradores Hospitalares, José Pereira da Costa, os novos rumos do setor também são conseqüência do envelhecimento da população e da baixa fencundidade, que estão possibilitando a aproximação entre hospitais e comunidade. Por isso, Pereira acredita que os hospitais também deverão dar um maior enfoque à terceira idade, construíndo hotéis. Outro fator decisivo é a redução dos gastos com os serviços de hotelaria e com a mão-de-obra empregada nesses estabelecimentos, responsáveis por 60% das despesas. "Os hospitais e serviços médicos que não se adaptarem ao novo modelo não serão competitivos", salientou Pereira. Isso porque irão de encontro aos interesses dos planos de saúde, que deverão fechar contratos com aquelas empresas preparadas para oferecerem atendimentos mais baratos. "Os maiores custos dos planos de saúde são com as internações", explicou. "Recife está em sintonia nacional", frisou Pereira. Pernambuco é conhecido com o 2º pólo médico nacional. São 320 hospitais, entre públicos e privados. Dos quais, 51 de grande porte ficam em Recife. No Estado, o setor gera 110 mil empregos diretos, sendo 50 mil na capital. Existem hoje seis projetos de ampliação e construção de unidades médicas, só na Ilha do Leite. Atualmente são realizadas um milhão de consultas em Pernambuco, 75% acontecem no setor privado. Dentro do novo conceito de medicina para os próximos anos, um dos produtos que já podem ser encontrados no mercado é o home care, que oferece cuidados básicos de saúde, de enfermagem, atendimento médico, serviços monitorados e de remoção. Para implantar um home care de boa qualidade, a empresa precisa investir entre US$ 100 mil e US$ 200 mil. Para Pereira, um dos problemas que o setor médico precisará enfrentar para se tornar mais eficaz é a desqualificação dos administradores hospitalares. Cerca de 70% da mão-de-obra brasileira ocupada no setor não tem formação específica em administração hospitalar. "Um hospital bem gerenciado deve ter uma rentabilidade em torno de 15% a 30%". |
|