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DISTRIBUIÇÃO
Pernambuco é a porta de entrada

por ANGELA FERNANDA BELFORT

O Estado de Pernambuco se transformou na primeira escala para atingir o Nordeste. Já existem pelo menos 31 centrais de distribuição dos mais diversos tamanhos funcionando no Estado. A maioria delas está dentro das empresas que oferecem o serviço de logística, como a Rapidão Cometa, Danzas e Iolanda, embora algumas companhias de grande porte tenham preferido montar as suas unidades próprias. Este é o caso do Grupo Bompreço que prevê a construção de uma nova central de distribuição na Região Metropolitana do Recife.

Na primeira etapa, esse empreeendimento deverá ter 50 mil metros quadrados, dos quais 30 mil metros serão ocupados com carga seca e o restante com mercadorias refrigeradas. A expectativa da direção do Bompreço é de que a primeira etapa da central seja concluída até outubro de 2000.

Já a Lojas Americanas, instalou uma central de distribuição no Cabo de Santo Agostinho, iniciando suas atividades em fevereiro último. A empresa tem filiais em quase todos os Estados do Nordeste e resolveu abastecer essas unidades a partir dessa central. "Também atendemos a Belém do Pará por aqui", disse o gerente-geral da Central de Distribuição da companhia, Renato Bittencourt.

"Fizemos uma avaliação de projetos e constatamos que o melhor ponto seria Pernambuco por ser o ponto eqüidistante para o atendimento das lojas que vão de Salvador a Fortaleza", explicou Bittencourt. Também pesou na escolha da empresa o fato de o Estado ter uma política de incentivos para o setor.

As centrais de distribuição fazem parte de um processo de logística e podem significar, a longo prazo, duas metas que são tidas como objetivos para a maioria das empresas: a redução dos custos e o aumento das vendas. A redução de custos da Lojas Americanas poderá ser de até 10% do custo global.

Com a central ocorre uma redução de custos, porque a empresa consegue diminuir o nível do estoque. "Conseguimos monitorar os resultados, controlar os custos e também aumentar o sortimento na gôndola", explicou Bittencourt. A Central de distribuição da Americanas tem 23 mil metros quadrados e emprega 280 funcionários diretos. O empreendimento representou um investimento de aproximadamente US$ 15 milhões.

Investimento - Também estão investindo nesse setor, as empresas de logística que oferecem os serviços da central de distribuição, como, por exemplo, a Rapidão Cometa e a Danzas. A Danzas está investindo R$ 5 milhões para aumentar a área que hoje é destinada à operacionalizaçao desse tipo de serviço. Com isso, a empresa que hoje tem uma área instalada de quase oito mil metros quadrados passará a ter um espaço de dez mil metros quadrados.

"Temos mais quatro projetos de central de distribuição, que estamos discutindo com clientes", adiantou o gerente de logística da Danzas, José Augusto de Oliveira Machado. Outra empresa que também já está trabalhando com a expectativa de ter mais clientes na área de centrais de distribuição é a Iolanda Logística. A empresa faz o serviço para cinco clientes e tem dois projetos para montadoras de automóveis.

"A posição geográfica junto com a nova lei de incentivos abriram as portas para esse tipo de negócio se instalar em Pernambuco", disse o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico e Turismo, Carlos Eduardo Cadoca, se referindo ao incentivo do ICMS que foi aprovado pela Assembléia Legislativa esse ano.

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Jornal do Commercio
Recife - 14.11.99
Domingo