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Boliche une o útil ao agradável Eles não fazem exatamente o biotipo de um atleta na sua forma física mais elaborada. São profissionais liberais que, religiosamente, depois das 17h, encontram-se no Shopping Center Recife para mais uma sessão de boliche regada a petiscos, bebidas e, claro, muita conversa entre um strike e outro. E isso não acontece duas ou três vezes na semana: esse grupo reúne-se praticamente todos os dias da semana. O que no começo era apenas uma forma de passar o tempo, tentando manusear uma bola com cerca de oito quilos de peso transformou-se em um agradável `vício'. "É a melhor maneira de unir o útil ao agradável", brinca Joaquim Madureira, empresário que, assim como os amigos, já traz em sua bolsa equipamento próprio para jogar sem se preocupar com material alheio. Ao lado do também empresário Luiz Lobo e dos comerciantes Boko Ikeda e Antonio Barbosa, Joaquim também participa de competições nacionais em boliche. Apesar de já estarem bem cotados no ranking do esporte, o grupo joga, na maior parte das vezes, apostando "besteiras", como eles mesmos definem. "Quem perde pode ser obrigado a fazer uns marinheiros, abdominais ou então a pagar uma rodada de bebida", explica Antonio, o `Tonheco'. Como passam horas jogando, esses aficionados pelo boliche chegam a gastar, algumas vezes, mais que R$ 50,00 por dia em horas de jogo e, claro, bebidas e petiscos por minutos de diversão. No menu do local, a pessoa pode pedir desde um prato de batata frita que custa R$ 3,20 até uma tábua de frios por R$ 11,50. "Hoje, as pessoas precisam de um certo conforto no seu lazer e o boliche é um desses esportes que exigem uma estrutura cômoda para seus jogadores", sustenta o empresário Luiz Lobo que, além de ser mais um integrante do grupo, é também o proprietário do Boliche do Shopping Recife, o único em funcionamento no Estado hoje. |
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