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Tchékhov inspira novos atores por JANAÍNA LIMA O hábito de tomar chá é um dos mais antigos do povo russo. Esquentar a água no samovar e repartir com familiares e amigos o prazer de uma xícara de bebida quente, quando o termômetro está negativo, é tão corriqueiro quanto tomar chimarrão para o povo gaúcho. Esta tradição inspirou o título da peça Chá em Casa dos Posórov, que o grupo de teatro da Fundaj apresenta de hoje a domingo, no Teatro Hermilo Borba Filho. Os 16 jovens-atores, que acabam de concluir o curso de dois anos promovido pela entidade, sobem ao palco sob o comando da diretora Elisa Toledo. "Tivemos uma experiência muito interessante com o texto As Três Irmãs, de Tchékhov, que representamos na íntegra, no Engenho Massangana. Ainda pensamos na possibilidade de encenar todo o texto na prova pública, mas seria necessário mais dois meses de preparação e ficaria inviável. Optamos por fazer uma leitura da peça, com os trechos que mais tocaram o grupo", explica a diretora. Os três meses de travessia no barco das Três Irmãs de Tchéchov, como o grupo denominou o processo de montagem da peça, teve um ótimo resultado, principalmente no que diz respeito à trilha sonora, inteiramente cantada pelos atores, preparados por Virgínia Barbosa, Lucia Helena Neto e Carlos Sandroni. "Tivemos ainda a orientação preciosa de Boris Schneiderman, grande tradutor das obras de Tchékhov. Virgínia viajou até São Paulo para encontrá-lo e gravou a conversa que teve com ele para que pudéssemos ouvir durante a preparação. Foi uma ajuda reconfortante", diz Elisa. Por enquanto, ainda não está resolvido se o espetáculo cumprirá temporada. "Não é um espetáculo para teatros italianos, mas estamos estudando a possibilidade de encenarmos em espaços abertos". Para compensar a capacidade de público restrita, apenas 65 pessoas por sessão, no sábado e domingo, serão realizadas duas apresentações por dia. |
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