SÉRIE B
O Santa vai pegar!Nunca o Santa Cruz chegou tão longe. E quem
pensou que os meninos querem parar por aí, está
redondamente enganado. Cada vez mais perto de voltar à
Primeira Divisão, o Tricolor trava a primeira das seis
batalhas, hoje, às 16h, contra o Goiás, no Arruda. Na
primera fase, os goianos venceram por 3x0, mas muita
água rolou por baixo da ponte e os corais prometem não
deixar barato.
Como de costume, Nereu não divulga a
escalação e sai pela tangente com a frase que já
começa a virar bordão. "Tenho 21 jogadores, todos
em condições de entrar em campo". Para tentar `dar
um nó' no colega Hélio dos Anjos, ele só anuncia os
11, meia hora antes do apito inicial. Mas há disputa em
pelo menos duas posições. Na lateral-esquerda,
Marquinhos iniciou todas as partidas desde que o
treinador assumiu. Só que Wellington jogou bem e marcou
o gol da classificação contra o São Caetano.
"Quem entrar vai dar conta do recado", diz
Marquinhos.
No ataque, outro ponto de
interrogação. Baiano ou Fumaça? Velocidade ou
técnica? "São características diferentes, melhor
para mim que tenho mais de uma opção no decorrer do
jogo", despista o treinador. Ele só garante
empenho, dedicação e muita força de vontade,
qualidades sempre ressaltadas nas preleções ao elenco.
Já o goleiro Nílson prefere manter o
estilo `come quieto'. Para ele, é melhor que o Santa
assuma a posição de penetra na festa do Bahia, Goiás e
Vila Nova, times de melhor campanha. "Nós nos
classificamos em oitavo lugar, e na última rodada. É
bom que eles continuem nos achando a zebra do
Campeonato", comenta. Quanto à calma que sempre
ostenta, principalmente nos momentos mais difíceis,
Nílson diz que é sempre preciso um jogador assim em
campo. "É bom para não passar nervosismo para os
mais novos", garante.
Marcelinho lembra que o jogo será
completamente diferente do da primeira fase:
"Lutávamos para não sermos rebaixados. Agora, a
situação é outra." Destaque na vitória que
classificou o Tricolor, considera os elogios o incentivo
maior para o jogador procurar sempre a evolução.
"Estou trabalhando forte, para sempre continuar bem
e ajudar o Santa Cruz", ressaltou. E esse `treinar
forte' significa aprimorar os erros e consertar os
defeitos. "Procuro sempre conversar com o professor
Ramon (auxiliar técnico) sobre a finalização. Isso é
o que eu preciso `malhar' mais", admite.
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